Técnicos estudam viabilidade de trem
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de setembro de 1998
Marccio W. Varella 
Técnicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão em Maringá estudando a viabilidade da implantação de uma linha ferroviária para passageiros entre Londrina e Maringá, passando por mais nove municípios da região. O levantamento está sendo feito pela Coordenação dos Cursos de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).
O trem de passageiros entre as duas cidades foi desativado há 20 anos. A antiga estação de passageiros funcionava atrás do terminal rodoviário, na área central da cidade. O professor Raul de Bonis, que coordena o estudo pela UFRJ, chegou ontem a Maringá e disse que até novembro ficará pronta a segunda etapa do projeto, que levantará o custo do projeto. A primeira etapa, que constou de um levantamento sócio-econômico da região, mostrou que há condições de se implantar uma linha férrea entre Londrina e Maringá aproveitando as malhas existentes.
O chefe do Departamento de Operações de Transportes Urbanos do BNDES, João Scharinger, também esteve ontem em Maringá e disse que o projeto poderá ser financiado em até 60% pela instituição, com contrapartida das prefeituras. O projeto não exclui a possibilidade de ser implantada uma linha direta entre Maringá e Londrina.
Segundo Scharinger, a idéia de implantar essa linha nasceu no próprio BNDES. Constatamos nove áreas, no Paraná, em alguns estados do Nordeste, no Espírito Santo e no Rio que estão ociosas em termos de linha férrea. Dentro de um ano terminaremos o levantamento e os projetos dessas áreas e então partiremos para a construção. Ele disse que já existe interesse de empresas particulares na construção das linhas.
Segundo o professor Bonis, módulos ferroviários modernos poderão transportar até 600 passageiros nos 121 quilômetros da linha férrea entre Maringá e Londrina, a uma velocidade entre 100 e 110 km/hora. São trens leves e modernos, e principalmente baratos para o bolso do passageiro.


