Técnicos escolhem novo terreno para Centro de Detenção
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terça-feira, 04 de novembro de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Nem o terreno indicado pela Prefeitura, nem o sugerido na última quinta-feira pela Secretaria Estadual de Justiça. Uma equipe de engenheiros do Governo, acompanhada do diretor da Casa de Custódia de Londrina (CCL), major Edison Marques Tomaz, e de profissionais da Prefeitura Municipal, visitou ontem a Zona Sul da cidade e escolheu a área que pode, finalmente, ser a destinada à construção do Centro de Detenção Provisória.
De acordo com o assessor técnico da Secretaria de Obras, Joaquim Wharga, o novo local, quase em frente ao Centro do Menor Infrator (em construção) do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp), parece ter agradado o grupo. ''Eles gostaram da área, que precisa apenas de um pouco de terraplanagem e é menos apedrejada que as anteriores'', comentou, apontando que o novo terreno tem ''de 15 a 20 mil metros quadrados'', ao invés dos 10 mil inicialmente propostos. O próximo passo será o levantamento topográfico, que estabelecerá com precisão que medidas precisarão ser tomadas pela viabilização das obras.
Segundo o secretário municipal de Governo, major Adalberto Pereira, a desapropriação das terras será feita tão logo o Estado oficialize o pedido. ''Ainda não sei o resultado dessa visita técnica, mas acredito que o processo não deve demorar'', considerou. Para Wharga, que acompanhou a equipe do Governo, a solicitação formal pode sair ainda esta semana. ''As possibilidades são grandes'', concluiu.
Desde que o secretário de Estado de Justiça, Aldo Parzianello, anunciou a construção do Centro de Detenção Provisória, em Londrina, no dia 14 de agosto passado, a polêmica em relação ao terreno que será doado pelo Município vem se arrastando. O dinheiro para as obras já está liberado desde o início de setembro. A previsão era que o Centro fosse entregue quatro meses após a licitação.


