Marcos Zanatta
De Maringá
Técnicos do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Maringá iniciaram ontem a aferição dos taxímetros, serviço que será estendido a outras cidades da região. Todos os 140 táxis registrados na Secretaria de Transportes do município devem ser vistoriados.
‘‘O taxímetro é um aparelho de precisão e tem que funcionar dentro das normas’’, explica o chefe regional do Ipem em Maringá, Paulino Mexia. A primeira verificação é se o equipamento está credenciado, com o lacre do Instituto Nacional de Metrologia, Inmetro.
Os técnicos fiscalizam também a instalação dos cabos e se as rodas estão dentro do padrão. Mexia diz que depois do taxímetro instalado o motorista não pode mexer na roda ou no pneu. ‘‘Qualquer alteração dará diferença no resultado do percurso percorrido’’, explica.
Os táxis têm ainda que percorrer um trecho de 2 mil metros demarcado pelo Ipem para que seja conferido o valor a ser cobrado. Poucos aparelhos apresentam diferença, segundo o chefe do Ipem. ‘‘Quando isso ocorre, é verificada a causa e o taxímetro é regulado. Se o motorista fraudou ou agiu de forma errada é notificado e pode até perder a licença para trabalhar’’, diz. Ele garante que desde que o trabalho é feito, há dois anos, nenhum taxista foi advertido.
A intenção do Ipem, que faz uma aferição anual nos táxis de Maringá, é de levar o serviço para as cidades da região onde o taxímetro é utilizado. ‘‘Queremos garantir o valor justo para os usuários’’, afirma. O taxista Ataíde Antonio dos Santos, que trabalha há 10 anos em Maringá, disse que aprova o serviço. ‘‘Dá mais confiança para o passageiro’’, reconhece.

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