Técnicos do Iasp vão vistoriar Escola Oficina
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sexta-feira, 18 de julho de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
O presidente do Instituto de Assistência Social do Paraná (Iasp), José Wilson de Souza, veio ontem a Londrina para discutir a situação da Associção da Criança e Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da Escola Oficina, entidade de recuperação de menores infratores. Ele veio em resposta a um pedido de convênio protocolado pela entidade, atualmente sem receber recursos municipais por conta de uma distorção no número de crianças atendidas exigidas em contrato.
Souza afirmou que na próxima semana uma equipe de técnicos do Iasp fará uma vistoria na Escola Oficina. ''Os técnicos vão examinar documentos e o funcionamento da entidade para montar um projeto para obtenção de verbas'', afirma. Segundo ele, participam da equipe técnicos administrativos, pedagogos entre outros profissionais.
A liberação dos recursos vai depender do estudo, que deve sair em cerca de dez dias. ''Sabemos que Londrina está com um sério problema quanto às crianças e adolescentes, e vamos encontrar a melhor forma de resolvê-lo'', garante. Ele aguarda também o relatório da auditoria que está sendo feita pelo município.
O presidente do Iasp reuniu-se pela manhã com a presidente da Acalon, Sônia Sclassara, e com promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula. À tarde, Souza conversou também com a secretária de Assistência Social, Maria Luíza Rizotti.
As dívidas da Acalon com funcionários, há dois meses sem receber, e fornecedores já chega a R$ 100 mil. Em virtude da crise, a prefeitura sugeriu a encampação da entidade. ''Nosso objetivo seria implantar um modelo mais integralizado, envolvendo a comunidade e abrindo o serviço para outros adolescentes'', explicou Maria Luíza.
As propostas, contudo, não foram aceitas de imediato pela Acalon. A diretoria discorda da nova proposta pedagógica que incluiria também crianças carentes no serviço e da demissão de todos os funcionários, exigida pela administração. Uma comissão de pais, funcionários e associados está formulando uma contraproposta. Segundo Sônia, a possibilidade de um convênio com o Iasp é praticamente a única chance de manter a Acalon na direção da escola. (Colaborou Vanessa Navarro)


