Técnicos descartam incinerador
De acordo com o técnico responsável pelo aterro sanitário de Londrina, Elsoni Delavi, o crematório não poderia ser utilizado para outras finalidades, como a queima de drogas ou cigarros apreendidos pela Receita e Polícia Federal, ou mesmo do material que é encaminhado diariamente para o aterro. ''A queima de materiais muito diferentes libera gases também variados e que teriam que ser tratados adequadamente, o que acaba encarecendo e inviabilizando a instalação de um incinerador deste porte'', afirma.
Atualmente, o aterro sanitário recebe cerca de 360 toneladas de lixo domiciliar por dia. Soma-se a esta quantidade, 60 tonaleadas diárias de resíduos do comércio, e 2,5 toneladas de lixo hospitalar. A Promotoria de Meio Ambiente chegou a sugerir um estudo de viabilidade técnica e ambiental para a instalação de um incinerador industrial como alternativa para a questão do descarte de resíduos no município, uma vez que o atual aterro já está com a vida útil comprometida. ''O problema é que mesmo com essa demanda de Londrina, o custo da incineração e do tratamento dos gases não compensa'', afirma Delavi.
Ele garante que a proposta somente seria viável se todo o lixo da região de Apucarana à Cornélio Procópio fosse incinerado aqui em Londrina. Mas já ressalva que a iniciativa esbarraria na dificuldade de gerenciar o serviço entre tantos municípios.
Para o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Fernando de Barros, a instalação de um incinerador industrial para solucionar a questão do descarte de lixo é questionável do ponto de vista ambiental, pois seria transferir o problema de um lugar para outro. ''Se vai para o aterro, tem a poluição do solo e das águas, mas se é incinerado, gera resíduos tóxicos gasosos, que são muito mais difíceis de serem tratados'', afirma. Ele garante que, de qualquer forma, essa alternativa começa a ser estudada e discutida no conselho. (G.B.)





