Kraw PenasÓleo diesel teria vazado do navio Athenian Theodore no Cais de Inflamáveis da Petrobrás na madrugada de quarta-feiraA Capitania dos Portos deverá divulgar nos próximos dias um laudo oficial sobre as causas de um possível vazamento de óleo do navio cipriota Athenian Theodore, no Porto de Paranaguá. O vazamento de óleo diesel teria ocorrido na madrugada de quarta-feira e foi detectado no início da manhã por funcionários do Cais de Inflamáveis da Petrobrás. Ainda não há uma idéia exata da quantia de diesel derramada, mas os técnicos afirmam que o vazamento foi pequeno e que não deverá causar maiores danos ambientais.
As manchas na água foram percebidas no momento em que o navio recebia um carregamento de nafta. Metade dos tanques do navio estava cheia de óleo diesel, e é provável que a pressão do novo carregamento tenha feito o combustível ‘‘escapar’’ por um pequeno orifício.
O chefe do escritório do Ibama em Paranaguá, Lício Domit, que chegou a assitir uma fita de vídeo com a gravação do vazamento, afirma que o orifício no casco no navio deve ser menor do que a cabeça de um alfinete. A maior mancha, segundo o técnico, deveria ter a extensão de 50 metros e quatro metros de largura - medida considera pequena em relação aos derrames comuns.
Ontem, dois inspetores da Marinha foram vistoriar o navio, que está agora fundeado a quatro quilômetros da Baía de Paranaguá. A intenção é encontrar a causa do vazamento e verificar o estado da embarcação. O capitão dos Portos, Alfredo Barcellos, prefere esperar o laudo oficial para então confirmar se o derrame foi mesmo causado pelo navio cipriota.
O Athenian Theodore é suspeito de já haver provocado outros derrames de óleo diesel e nafta em portos brasileiros. Arrendado pela Petrobrás para transporte de combustível, o navio não deverá ter seu contrato renovado pela empresa.

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