Com prazo de 17 semanas para apresentar sugestões financeiro-administrativas, os dez técnicos da Fundação Getúlio Vargas contratados para realizar um diagnósitco no HC começam hoje os trabalhos. Uma verba específica do Ministério da Educação de R$ 78 mil foi reservada para o pagamento da consultoria.
De acordo com o reitor José Henrique de Faria, os consultores da FGV já têm experiência na mesma área com trabalhos realizados no Hospital de Clínicas e no Incor de São Paulo.
A suspensão do pagamento aos fornecedores é o principal problema hoje no HC. A dívida total do HC é de R$ 40 milhões, metade junto à Previdência Social, esclareceu Faria. A folha de pagamento é de R$ 1,6 milhão e os repasses do SUS giram em torno de R$ 2 milhões por mês. Nos últimos dois anos o hospital recebeu R$ 10 milhões do Ministério da Educação e R$ 12,4 milhões da reitoria.
Com a injeção de R$ 2 milhões através de convênio com a prefeitura e com o governo do Estado, o reitor espera voltar ao atendimento normal de 12 mil pesssoas por semana no hospital. Há duas semanas, o atendimento foi reduzido a mil pacientes por semana.

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