Técnicos da Ericsson vão dar aulas na Unopar
Técnicos da Ericsson
vão dar aulas na Unopar
Lúcio Horta
Alunos do curso de pós-graduação em Telecomunicações da Universidade Norte do Paraná (Unopar) terão, a partir de junho, aulas com instrutores e técnicos do centro de treinamento da empresa sueca Ericsson, uma das maiores no ramo de telefonia do mundo. O convênio de cooperação científica foi assinado no último dia 8 de maio em São Paulo, na matriz da empresa no Brasil.
Além das aulas, está previsto também no acordo o repasse de equipamentos da empresa para o laboratório de comunicações da Unopar. Em contrapartida, a escola formará mão-de-obra especializada para atuar no setor e participará dos testes dos novos produtos da empresa, como por exemplo softwares em sistemas de telecomunicações.
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unopar, Aristeu Repetti, comenta que o convênio é o primeiro assinado pela Ericsson com uma instituição de ensino no sul do país. Atualmente, no Brasil, há somente outros três trabalhos deste tipo em desenvolvimento: dois em faculdades do interior de São Paulo e outro em Minas Gerais.
Com filiais em mais de 120 países, a Ericsson mantém centros de pesquisa avançada (para criação de novos produtos) em apenas 28 deles. Entre estes centros está o Brasil. Tudo o que for criado em um dos 28 centros automaticamente é repassado para os outros, observa Repetti.
O pró-Reitor garante que para os alunos do curso de Telecomunicações da Unopar será uma oportunidade única em poder acompanhar o que há de mais novo no setor. Além disso, segundo Repetti, professores e alunos não só vão poder testar os produtos como também sugerir alterações e até criar outros novos, que podem ser avaliados pela empresa.
A possibilidade de acompanhar as novas tecnologias, destaca Repetti, é fundamental para que o profissional que sai da escola possa entrar com melhores condições de competitividade no mercado de trabalho. Ele lembra, por exemplo, que até 1996 eram necessários três anos para desenvolver um novo software. Hoje, esse período diminuiu para seis meses e a expectativa da Ericsson é que caia para dois.
Além dos equipamentos de telefonia, a Ericsson vai repassar para o laboratório da Unopar uma central telefônica que será utilizada em pesquisa. O valor estimado de todos esses equipamentos, diz Repetti, é de aproximadamente US$ 500 mil. A intenção da empresa é transformar Londrina num centro avançado em telefonia.





