Técnicos avaliam Capela São Miguel Arcanjo
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quarta-feira, 02 de outubro de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina - Dois meses após a interdição da Capela São Miguel Arcanjo, no Patrimônio Heimtal (zona norte) devido a problemas na estrutura, funcionários da secretaria de Cultura e professores de Engenharia e Arquitetura e Urbanismo da UniFil foram até o local para verificar a situação do imóvel. Na semana passada foi feita uma primeira visita e hoje devem ser recolhidas amostras do solo, para testes de laboratório.
Conforme matéria publicada na FOLHA no início de agosto, o prédio construído na década de 1940 foi interditado por problemas como infiltrações, rachaduras e desnível no piso. Além disso, duas grandes trincas próximas às torres da capela já se tornaram visíveis do lado de dentro.
"Há suspeita de que haja acúmulo de água no subsolo, por isso serão feitos esses testes. Somente depois poderemos fazer um projeto de intervenção", explica Vanda de Moraes, diretora de Patrimônio da Secretaria da Cultura.
De acordo com ela, o município procurou as universidades e a Unifil se interessou pela parceria, que poderá se transformar em projeto de extensão. "Esse trabalho irá contribuir para a formação dos alunos, que terão essa experiência com imóveis mais antigos", conta Vanda.
Ainda não é possível prever a quantia necessária para os reparos, mas a intenção é terminar o projeto a tempo para buscar recursos junto ao Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), que abriu os editais agora. "Outra parte deverá vir da Mitra Diocesana e da comunidade, que estava arrecadando dinheiro para a construção de um novo salão, mas agora as obras da capela são mais urgentes", destaca a diretora.
Enquanto a capela não é restaurada, as missas, aulas de catequese e reuniões continuam sendo feitas na garagem da residência de Ilda Fatobene Cantagalli. "Todos os sábados arrumamos o espaço, colocamos os bancos e depois que termina a missa, desmanchamos tudo. Na semana seguinte fazemos a mesma coisa. Agora estou pensando em derrubar uma parede que separa os espaços, para aumentar o lugar e podermos também trazer as imagens grandes, que estão na capela ainda", explica.
Ela diz que se sente feliz em ceder sua casa para as celebrações, mas espera que a capela seja reformada. "É um espaço muito bonito, não pode se deteriorar assim. Até nossa festa tivemos que adiar, porque precisamos alugar um salão, que não estava com a data disponível", conta.
A tradicional festa em homenagem a São Miguel, cujo dia é comemorado em 29 de setembro, era realizada no salão paroquial, que também foi interditado. Neste ano o almoço e o show de prêmios será no dia 13 de outubro, a partir do meio dia, em um salão de festas próximo à capela. A renda será destinada à restauração do lugar.
Reforma
A Capela São Miguel já passou por duas reformas e uma restauração. Em 1993, o prédio construído em alvenaria de tijolos cerâmicos maciços com argamassa de argila foi restaurado através da Secretaria de Cultura e do Inventário de Proteção do Acervo Cultural (IPAC), um projeto da Universidade Estadual de Londrina.
Em 2008, com recursos do Promic foram refeitas as pinturas externa e interna, trocado partes quebradas do forro e do telhado e feito uma vala com brita para evitar que o prédio sofresse com infiltrações. "Também houve uma outra intervenção pelo Promic, uns quatro anos antes dessa de 2008", conta Vanda.


