Técnico ignorava empresa
Ao final da reunião no HU, Jorge Luiz Brantegani, dono da Assistence, afirmou que, mesmo estando trabalhando há vários anos na área de informática, não sabia que o aparelho continuava sendo fabricado em Cambé. Por isso, ele disse, o laudo sugeriu a troca do aparelho. ‘‘Se fizer pesquisas em empresas de informática, vai ter gente que também não sabe.’’
Brantegani alegou ainda que algumas peças do aparelho estavam com o código de identificação raspados e, por esse motivo, não seria seguro substituí-las por outras similares. ‘‘Além disso, é diferente colocar o no break em um 386 e em um monitor cardíaco. A gente sabe que os equipamentos de hospital são muito importantes’’, observou – lembrando que trabalhou durante um ano e meio no HU. Destacou também que o no break que foi para o ferro-velho já tem seis anos de uso, período que representaria a vida útil desse tipo de aparelho.
O técnico que fez a denúnica também saiu satisfeito. Ele disse que estranhou o fato de o aparelho perfeito ser declarado como sucata por um órgão público. Garantiu ainda que não pensou em prejudicar ninguém e reafirmou que não percebeu no aparelho problemas de transistores queimados, como consta no laudo técnico. (L.H.)

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