Londrina
A reclamação se repete: mais um erro nas multas aplicadas pelos redutores eletrônicos de velocidade espalhados pelo Paraná. O argumento do reclamante também não é muito diferente dos anteriores: o veículo mostrado na foto não estava no local naquele dia e horário. Mas o caso do técnico da Receita Federal, Gerson Machado, tem suas particularidades. A foto ampliada da notificação mostra que o motorista é mesmo o londrinense Gerson Machado e que os acompanhantes, segundo ele mesmo, são seus companheiros de trabalho.
Diante das evidências, nem mesmo a apresentação de provas materiais adiantou para livrar Machado da multa de R$ 63,00. No pedido de revisão da multa feito ao Detran de Curitiba, Machado anexou documentos provando que não esteve em Paranaguá no dia 1º de novembro de 1995 e, portanto, não poderia estar na foto do equipamento feita às 23 horas, quando ele teria passado a 43 km/h. Entre os documentos está o histórico de um curso da Polícia Federal que ele teria feito em Brasília entre os dias 22 de agosto e 1º de novembro de 1995. ‘‘A formatura foi no dia primeiro de novembro. Eu estava em Brasília’’, argumenta.
A resposta do Detran chegou em maio, um ano e cinco meses depois que Machado entrou com o recurso. O pedido de revisão foi indeferido e, para recorrer novamente, Machado teria que pagar a multa. ‘‘Isso é uma afronta. Nem deram uma satisfação.’’
Machado admite que, uma semana depois da multa, ele esteve trabalhando em Paranaguá e passou pela lombada que o multou por antecipação. ‘‘A máquina só poderia estar com defeito. Como deixam um equipamento assim funcionando?’’, critica. ‘‘Vou recorrer de novo, sem pagar a multa. Se não aceitarem vou entrar com uma ação na Justiça de indenização por danos morais.’’
O chefe da 12ª Circunscrição Regional de Trânsito, Arlindo Barbosa, não tem dúvidas: se a pessoa sai na foto do equipamento, ela realmente passou pela lombada e foi multada. Segundo Barbosa, se o equipamento estiver quebrado, ele não fotografa. ‘‘Ele teria que provar que o carro não é o dele ou que não era ele que estava lá. Mas se a foto comprova que é ele, fica difícil.’’

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