Técnico da Sema propõe mini-aterros
Como a população não sabe o que fazer com determinados tipos de lixo, muitos deles vão parar em terrenos vazios e fundos de vale do município. Atualmente, Londrina tem cerca de 70 vales no perímetro urbano e, segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema), Paulo Roberto Guilherme, são raros os que não têm lixo acumulado. ''E não pense que regiões mais nobres são diferentes. Fundos de vale como o do Rubi e Água Fresca (zonas Oeste e Central, respectivamente) sempre precisam ser limpos'', afirma.
Além disto, ele acrescenta que, apesar de ser o principal fator de mobilização, a necessidade de um vale estar limpo não se resume à preservação ambiental. ''É preciso limpar também porque esta área pode servir para o lazer de crianças. Imagine elas em contato com esse resíduo?'', questiona. Ele mesmo conta que, ao participar de um mutirão de limpeza, quase ficou cego com os aros enferrujados de um guarda-chuva ''esquecido''.
A sugestão do agrônomo é que se criem pontos controlados de descarte distribuídos pelo município, para evitar que carroçeiros joguem o lixo nos fundos de vale ou terrenos mais próximos. De acordo com Elsoni Delavi, da CMTU, já existem 38 bota-foras ou mini-aterros clandestinos. ''Estamos fiscalizando estes lugares para que eles possam ser de fato utilizados. Mas a orientação por enquanto é que as pessoas que queiram descartar alguma coisa rapidamente levem direto ao aterro sanitário, que fica na estrada do Limoeiro (Zona Leste)'', esclarece. (G.B.)





