César AugustoSustoÉlcio Moreno se recupera na Santa Casa: ‘Um fato banal poderia transforma-se em uma tragédia’O técnico agrícola do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) Élcio Carvalhal Moreno, 41 anos, recebeu um tiro no pé e outro na perna direita (teve a tíbia quebrada) de um policial militar de São Jerônimo da Serra, no sábado à noite. O soldado foi identificado como Ivair de Almeida. Élcio voltava de uma pescaria junto com os amigos Jorge Félix dos Santos, Gilberto Gonçalves e três filhos menores.
Segundo a polícia, a dicussão começou por causa de uma infração de trânsito em frente à lanchonete Scala, quando a vítima estacionou sua camionete F.100 na contramão. Félix e Gilberto foram autuados em flagrante pelo delegado daquela cidade, Ismael Lucas Machado, sob acusação de desacato à autoridade e reação à prisão. Eles foram colocados em liberdade após pagamento de fiança, no valor de R$ 50,00 cada.
A vítima confirma que estacionou a camionete na contramão, mas ficou surpreso com a atitude do soldado. ‘‘Primeiro, ele passou em frente à lanchonete e nos alertou que o meu veículo estava na contramão. Eu disse que estava comprando apenas uns refrigerantes para as crianças e logo sairia do local. O soldado saiu na viatura e minutos depois voltou empunhando a arma. Começou uma discussão entre nós e ele disparou dois tiros sem nenhum motivo.’’ Ele disse que ficou surpreso com o comportamento inesperado e irresponsável do soldado. ‘‘Um fato banal poderia transforma-se em uma tragédia. Acho que o policial estava embriagado’’.
O soldado Ivair, em seu depoimento ao delegado, alegou que atirou para se defender. ‘‘Eu estava acompanhado de outro policial quando ele precisou se deslocar para outro local. Quando fiquei sozinho eles partiram para cima de mim e eu tive que sacar a arma para me defender’’, garantiu Ivair. Segundo o sargento Paulo Drews, de Assaí, onde o soldado é lotado, será aberto um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos.
A discussão entre os pescadores e a PM foi gravada por um cinegrafista amador. As imagens não são nítidas, mas é possível ouvir parte do diálogo. A fita será usada pelo advogado Luiz Gaya na defesa de Élcio Moreno.

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