Técnico agrícola
desiste das verduras
e vira comerciante
O fracasso da Vila Rural de Foz do Iguaçu sepultou o projeto agrícola do gaúcho José Irineu Maciel, 50 anos. Animado com a possibilidade de cultivar legumes e hortaliças em estufas, Maciel abandonou a profissão de cabeleireiro, que exercia havia 25 anos, e fechou o salão no centro de Foz. Investiu em um curso técnico de olericultura com dois anos de duração, em Atibaia (SP).
Há um ano, quando se preparava para instalar duas estufas no lote de 5 mil metros quadrados que obteve na Vila Rural, descobriu que seu projeto era inviável. Ao ceder o terreno sob as linhas de transmissão de energia, a Itaipu Binacional proibiu a construção de qualquer edificação nessa faixa.
Maciel nunca produziu sequer uma das 200 caixas de alface que sonhava colher por semana nas estufas, que teriam cerca de mil metros quadrados cada uma. O lote hoje está subaproveitado, com pequenas plantações, sem muitos cuidados técnicos. Para sustentar a mulher e os dois filhos (que hoje vivem em Brasília e Curitiba), Maciel abriu a pequena mercearia ‘‘Faminto’’, que atende os moradores da região. (V.D.)

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