Ensinar aos filhotes o que podem ou não podem morder. Esse é um dos objetivos dos treinos de adestramento. ''Parar de roer eles não vão, trata-se de uma necessidade natural'', diz Patrícia Patatula, consultora de comportamento animal.
Nas aulas sempre são oferecidos dois tipos de objetos. ''O que não pode morder, impedimos o animal de pegá-lo, para causar uma frustração. E o que pode, vamos estimular, dar carinho, incentivar mesmo. É uma equação, quanto maior for o número de êxitos ele continuará a roer, quanto maior o número de fracassos, ele vai parar'', explica.
Patrícia acrescenta que o adestramento de cães adultos pode durar mais tempo. E que as broncas devem ser despersonalizadas. ''Faça um estrondo sem ele perceber que foi você, senão quando virar as costas ele fará de novo a mesma coisa.''
O grande problema é que, nessas ocasiões de ''ataque'' à casa, eles podem ingerir pequenos pedaços de madeira, tampas de caneta, parafusos e fios. ''Se for filhote de labrador ou golden, podem engolir meias, calcinhas e cuecas. No caso de gatos, principalmente novelos de lã e fios, o que é um perigo'', alerta. ''Os sintomas são perda do apetite, vômito, diarreia e apatia'', explica. Nesses casos, os donos devem levar o animal ao veterinário o mais rápido possível. ''Será feito um raio-x e, se preciso, uma cirurgia.''
A prática de pingar pimenta nos móveis não funciona. Além de poder provocar alergias, os cães podem gostar do sabor. Um solução são os os sprays do ''não pode'', mas, mesmo com esses produtos, é bom fazer um teste antes, pois há cães que gostam do cheiro do spray.
A dica dos especialistas é começar passando todos os dias nos locais onde o pet não pode morder. Por causa do gosto ruim ele vai procurar outro local e, com o tempo, o spray deixa de ser necessário. (Agência Estado)

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