A acupuntura é uma técnica da medicina chinesa, reconhecida como especialidade médica, que se baseia no diagnóstico geral do paciente - considerando problemas físicos, temperamento e estilo de vida - para prevenir doenças. A estimulação, com ou sem agulhas, de pontos específicos do corpo é utilizada para curar órgãos em desequilíbrio. O tratamento inclui orientação para sanar problemas alimentares e a avaliação de problemas emocionais. O presidente da Associação Médica Paranaense de Acupuntura, Paul Robert Joseph Jakobi, garante que os resultados obtidos com o tratamento não são fruto de um milagre. ‘‘A acupuntura é um procedimento técnico’’, assegura.
Ele explica que alguns tipos de hormônios são liberados nos locais em que as agulhas são colocadas. ‘‘Os hormônios vão entrar no sistema circulatório e agir à distância nos órgãos em desequilíbrio’’, diz. O procedimento desencadeia um processo energético que contribui para o equilíbrio do organismo.
Segundo Jakobi, a acupuntura pode ser usada para tratar qualquer doença, desde que se estabeleça um limite entre as medicinas oriental e ocidental. ‘‘A acupuntura, a homeopatia e a alopatia podem ser combinadas, se necessário, para garantir a saúde do paciente’’, explica.
Homeopatia Administrar os medicamentos em doses mínimas para obter o maior efeito possível e com poucos ou nenhum efeito colateral. Este é um dos princípios da homeopatia para devolver a saúde aos pacientes. Os remédios são feitos com substâncias encontradas na natureza - extraídas de pedras, ostras, plantas e até de veneno de cobra - que são diluidas e depois energizadas através de infusão, trituração ou agitação.
O presidente da Associação Médico-Homeopata do Paraná, Clodoaldo Durbay Braga, explica que a homeopatia pode ser usada para tratar qualquer problema emocional ou físico, exceto alterações estrututrais, como fraturas. A especialidade médica, assim como a acupuntura, considera o estilo de vida do paciente, suas experiências de vida e seus sentimentos em relação a elas. ‘‘A homeopatia trata o doente e não a doença’’, diz.
O tratamento homeopático, garante, também pode ser adotado para curar infecções graves. Braga diz que não é contrário à alopatia, mas acredita que, na maior parte dos casos, não é conveniente misturar os dois tipos de tratamento. ‘‘O médico homeopata deve buscar soluções para o paciente dentro do sua especialidade’’, afirma. ‘‘A indicação da alopatia deve ser feita apenas em casos extremos, se o paciente correr riscos.’’ (A.V.)

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