Técnica surgiu na França, há mais de 100 anos
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de janeiro de 1997
Da Redação 
Apesar de ser novidade no Brasil, a técnica da histectomia via vaginal já tem pelo menos 100 anos de existência: ela surgiu na França, no final do século passado. Segundo o médico Octacílio Figueiredo, que fez especialização na Universidade de Paris, a técnica se desenvolveu muito no país por uma constatação simples (embora nada agradável) dos franceses: 80% da mulheres que sofriam cirurgia para retirada do útero acabavam falecendo; e, através da histectomia vaginal, apenas 10% chegavam ao óbito. Por isso, explica o médico, a técnica se sofisticou tanto na França que hoje o risco é praticamente zero.
Outra razão para aperfeiçoamento da técnica é a própria incidência do mioma uterino. Segundo Figueiredo, de 30% a 40% das mulheres acabam desenvolvendo a doença, sobretudo aquelas que já tiveram todos os filhos. Nas mulheres mais jovens, que ainda não tiveram filhos, a recomendação é que se faça a cirurgia, com a retirada do mioma, mas sem eliminar o útero. Algum tempo depois as chances de o mioma voltar são grandes.
No caso de Isolina Lopes Ribeiro, a opção pela não cirurgia ainda tinha alguns elementos importantes: ela é diabética e um pouco obesa, o que aumentaria ainda mais o risco de infecção e também poderia dificultar a cicatrização.
Figueiredo esclarece ainda que não existe a necessidade de aparelhagem sofisticada para executar a histectomia vaginal. São utilizados os aparelhos convencionais.


