Técnica reduz o prazo para implante dentário
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de outubro de 1997
Curitiba 
A dentadura, apontada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso como um dos símbolos do Real, não é mais a única alternativa para que pessoas que tenham perdido os dentes naturais voltem a ter um sorriso brilhante e recuperem a mastigação dos alimentos. As novas técnicas de implante já permitem a colocação de próteses provisórias apenas um mês após a fixação dos pontos de apoio, através de cirurgia.
Após três meses, a prótese definitiva pode ser colocada, esclarece o professor paulista e especialista em implantodontia Renato Rossi Jr., que falou sobre o assunto a dentistas que participam do curso de aperfeiçoamento em implantodontia, em Curitiba. O curso é promovido pelo Instituto de Implantodontia e Periodontia do Paraná (Implantare) e Associação Brasileira de Odontologia (ABO-PR).
O prazo para colocação da primeira prótese em pacientes com implante total era de quatro meses, mas o desenvolvimento de novas técnicas está permitindo a a redução para apenas um mês. Segundo Rossi, nesse caso a prótese é fixada sobre seis pontos de apoio em cada arcada.
O avanço da pesquisa de novos materiais, o aumento do poder aquisitivo da população e a procura dos pacientes por soluções mais perfeitas têm feito com que mais profissionais de odontologia busquem cursos de especialização e aperfeiçoamento em implantodontia.
Em todo o Brasil, dos 130 mil dentistas registrados, talvez nem 200 sejam especialistas em implante, avalia Rossi Jr., que comanda cursos de especialização no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo. Isso mostra que o mercado para esse tipo de profissional está aberto, completa Alberto João Zortéa Jr., diretor do Implantare e especialista em implantodontia em Curitiba.
As técnicas de implantodontia são relativamente novas. Esse ramo da odontologia, de implantes com osseointegração, surgiu em 1982. A pesquisa não pára de criar novos métodos e materiais.
O controle cada vez mais rígido dos padrões de higiene vem fazendo com que diminua a possibilidade de infecções nos consultórios odontológicos - riscos que afetam tanto pacientes quanto dentistas. Segundo estatísticas das entidades de classe da área, no ano passado 78% dos dentistas brasileiros foram imunizados contra a hepatite B, uma das doenças que podem ser transmitidas num tratamento dentário. A vacina vale por sete anos. Quem trabalha com pacientes que têm cavidades infeccionadas sempre corre o risco de contrair alguma doença se não tomar medidas de prevenção, diz Rossi Jr.


