Curitiba

Albari RosaAlgodoal: ‘‘Pacientes conseguem retomar atividades físicas em até 40%’’ Uma técnica utilizada para corrigir desvios de postura ou para auxiliar na reabilitação de pessoas que apresentam comprometimentos cerebrais acaba de chegar a Curitiba. O método, desenvolvido na Suíça em 1972, é utilizado em larga escala nos países europeus e americanos. ‘‘Não conheço ninguém no Brasil que já trabalhe com esta técnica’’, informa o fisioterapeuta Alexandre Agari Algodoal, que está trazendo o tratamento para o País.
A técnica denominada ‘‘Ginástica com Bola Suíça’’ é indicada aos pacientes que apresentam problemas de artrose, artrite, traumas provocados por acidentes, derrames, paralisia cerebral, dores lombares, cervicais e torácicas ou desvios de postura. ‘‘Ela também pode ser utilizada para fins unicamente estéticos’’, explica Algodoal.
Ele aprendeu a técnica durante um curso que concluiu recentemente no Reabilitation Institute of Chicago, nos Estados Unidos. ‘‘Tive a oportunidade de aplicá-la durante os três meses em que trabalhei no Reading Reabilitation Hospital, na Filadélfia (EUA) e no estágio que fiz no St. Paul’s Hospital no Canadᒒ, conta.
‘‘Nestes países os resultados são excelentes. No trabalho diário, constatamos que os pacientes conseguem retomar em até 40% suas atividades físicas normais’’, afirma.
O fisioterapeuta explicou que o método prevê o aumento da coordenação, da força e da flexibilidade no paciente. ‘‘Com estes exercícios não trabalhamos apenas um grupo muscular, mas toda a musculatura do corpo humano’’, informa. ‘‘Os resultados imediatos são a conquista de um aumento no equilíbrio, na noção temporal e de espaço e na manutenção da marcha ao andar’’.
Os exercícios são realizados com o auxílio de bolas de plástico especial, que resistem à pressão de até cem quilos. Cada sessão custa R$ 40,00. ‘‘Em casos mais simples, como no tratamento de uma escoliose, por exemplo, recomendo em média de dois a três meses de tratamento, com duas sessões por semana’’, informa o fisioterapeuta. ‘‘Em casos mais graves, como um paciente que foi vítima de derrame, o ideal é no mínimo seis meses de tratamento, com manutenção posterior’’.
Ele explicou que num paciente que sofreu derrame e teve uma lesão hemiplégica (comprometimento em metade do corpo), os exercícios são específicos para a manutenção da força muscular, alongamento e relaxamento. ‘‘Os exercícios com a bola trabalhariam os dois lados da musculatura do corpo da mesma forma, incentivando uma retomada dos movimentos normais’’.

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