Maringá - Médicos dermatologistas do Paraná e do Estado de São Paulo estiveram reunidos em Maringá no final de semana para conhecer uma nova técnica para o tratamento do câncer de pele. É a terapia fotodinâmica, que vem sendo aplicada no Brasil há cerca de um ano e começa a se difundir como mais uma opção de tratamento para os pacientes. Apesar de não ser o tipo de câncer que mais causa mortes no Brasil, ele é o mais frequente e responsável por cerca de 25% dos tumores malignos.
O tratamento é feito há pelo menos 10 anos na Europa e Estados Unidos. Por isso, já foi amplamente testado e liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Uma das grandes vantagens do novo método é que ele dispensa a realização da cirurgia para retirada do tumor.
Segundo a presidente do distrito de Maringá da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sineida Berbert Ferreira, o equipamento ataca apenas a célula com câncer e o tratamento também pode ser feito de forma preventiva. Com a nova tecnologia, o paciente recebe uma pomada fotossensível no local do tumor e é feito um curativo.
Ele precisa ficar com a pomada por três horas e durante esse período pode ir para casa ou voltar a suas atividades. Depois, o local é exposto a uma máquina com uma luz especial, que queima apenas o tumor. Segundo a médica, com apenas duas sessões, o paciente já está curado. ''O tratamento é muito rápido e eficaz. Além disso, não deixa cicatrizes e o paciente não sente dores, como aconteceria em uma cirurgia'', explica.
Ela ainda disse que existem três tipos de câncer de pele e o tratamento é recomendado para dois deles, que hoje representam cerca de 90% dos casos. Outra vantagem do tratamento é que ele também faz uma prevenção na área próxima ao tumor. ''Geralmente, quando aparece um problema, aquela área próxima também foi afetada e mesmo com a retirada do tumor, novos tumores acabam surgindo. Com esse tratamento, toda a área próxima também é tratada de forma preventiva'', informa.
O tratamento é recomendado para pessoas com problemas cardíacos, que podem ter complicações durante uma cirurgia. Mas na opinião de Sineida, um dos maiores ganhos é que o método não deixa cicatrizes. ''Pessoas que tinham de fazer diversas cirurgias agora podem fazer o tratamento ao mesmo tempo em várias partes do corpo'', comenta.
O custo da fotodinâmica vem caindo desde o ano passado e recentemente o governo federal retirou a cobrança de um imposto sobre o produto, o que baixou o preço em cerca de 15%. De acordo com Sineida, o governo compreendeu que o medicamento é para o combate ao câncer e por isso também estuda outros incentivos para baratear o tratamento.
Ela lembra que o câncer de pele é o mais comum no Brasil, principalmente porque o País tem um clima tropical e muitas pessoas ainda não têm o hábito de usar filtros solares e se proteger do sol. ''As pessoas têm se conscientizado nesse sentido e os problemas tem diminuído entre os mais jovens'', observa.

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