A técnica de enfermagem do Samu, Dilvanda Cândida de Oliveira, 53, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 em Rolândia. O ato que marcou o início da vacinação na cidade ocorreu na tarde desta quarta-feira (20), na sede da Secretaria de Saúde. Ela atua há 30 anos na área da saúde, e oito deles no Samu de Rolândia. “Para mim foi uma surpresa. Eu não esperava ser a primeira pessoa a tomar a primeira dose em Rolândia. Fiquei feliz por ter sido escolhida como a representante de todos os profissionais de saúde da cidade”, destacou.

A técnica de enfermagem do Samu, Dilvanda Cândida de Oliveira, 53, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 em Rolândia.
A técnica de enfermagem do Samu, Dilvanda Cândida de Oliveira, 53, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 em Rolândia. | Foto: Arquivo pessoal/ Dilvanda de Oliveira

“Quero deixar um abraço para toda a equipe de enfermagem de Rolândia, para todo o pessoal do Hospital São Rafael e para todos os profissionais das unidades básicas de saúde, além do pessoal do TEC (Transporte Emergencial Centralizado). Representar cada um deles é um privilégio muito grande. E também estou representando os profissionais do Samu de todo o Brasil”, declarou.

Oliveira decidiu ser técnica de enfermagem porque sempre sonhou em trabalhar em uma ambulância. “É um dom que Deus me deu. Sempre fui da roça e sempre sonhava um dia trabalhar em uma ambulância. Te confesso que estar aqui hoje é um presente de Deus”, afirmou.

Natural de Alto Piquiri (Noroeste), ela residiu por alguns anos em Alta Floresta (MT), onde fez o curso de auxiliar de Enfermagem, onde se formou há 30 anos. “Retornei ao Paraná há 13 anos. Fiz o curso técnico de Enfermagem na Inesul, em Londrina e estou em Rolândia desde então”, destacou. Ela revelou que desde que começou a pandemia de Covid-19 em Rolândia, todos os pacientes que são removidos de lá para Londrina são transferidos pelo Samu. “Transportamos para Londrina ou para onde surgem vagas”, declarou.

“Quero agradecer à secretária de saúde, Paloma Pissinati, e também às minhas colegas Erica e Ruthinha, por terem me dado esse privilégio de receber a primeira ‘agulhadinha’ contra a Covid”, declarou.

A Secretária de Saúde, Paloma de Souza Cavalcante Pissinati, afirmou que a chegada da vacina é uma esperança renovada para a população e para os profissionais. “Estamos muito felizes. Entendemos que a vacina não representa o fim da pandemia. Mas é uma nova esperança para a redução do número de hospitalizações, de óbitos e também do número de casos. Entendemos a importância de ressaltar para a população que as medidas de distanciamento e de segurança devem ser mantidas mesmo após a vacinação. O uso de máscaras e o distanciamento social”, declarou.

Segundo ela, o município recebeu 573 doses de vacina. “Parte delas serão destinadas para profissionais que atuam nas instituições de longa permanência do município. Temos duas ILPI (instituição de longa permanência para idosos). A gente pretende vacinar 100% dos idosos institucionalizados, além de proceder a vacinação da equipe da linha de frente do enfrentamento à Covid-19 , tanto na rede de urgência e emergência do município, quanto no Centro de referência”, destacou.

Ela afirmou que a cidade precisa receber um quantitativo maior de doses de vacina contra a Covid-19. “Compreendemos que o número de doses foi baixo pelo quantitativo que o Paraná recebeu. Já esperávamos que não seriam doses suficientes para atender o Paraná todo. Queremos vacinar todos, mas aguardamos a chegada de doses para ampliar essa cobertura. Nosso plano de vacinação foi publicado na semana passada e vamos fazer uma atualização. O que a gente destaca é que vamos adotar ações extra muro para a vacinação e para isso usaremos um espaço bem amplo, o Estádio Municipal Olímpico Erich George como ponto fixo, que terá uma equipe bem montada no local”, destacou.

Segundo ela, o plano prevê que à medida que a vacinação se expandir, haverá pontos fixos e pontos volantes. “Para que a gente não tenha nenhum tipo de aglomeração nas unidades básicas iremos usar espaços como salões de igrejas, escolas que não estiverem ativas e outros espaços”, destacou.

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