Ao se deparar com uma pessoa que supostamente estaria com uma parada cardíaca, qual serviço público de emergência acionar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou o Transporte Emergencial Centralizado (TEC)?
Essa é uma dúvida que muitos têm e que, muitas vezes, contribui para congestionar o atendimento, deslocando desnecessariamente uma equipe, que poderia atender um caso mais grave.
A primeira coisa a fazer é tentar se acalmar ao telefonar para o 192 - o mesmo número telefônico para os dois serviços. Do outro lado da linha um atendente, através de algumas perguntas, irá avaliar a gravidade do caso, que posteriormente também receberá a avaliação de um médico, determinando então, qual dos dois serviços de atendimento prestará o socorro.
O TEC atende situações de menor gravidade, como transportar uma pessoa doente de casa ao hospital. As seis ambulâncias são antigas, sendo comum estarem paradas para manutenção. Atualmente, metade da frota está em uso.
''Por isso, a ambulância pode demorar uma, duas e até três horas para chegar ao local devido à demanda'', afirma a coordenadora de Enfermagem Kelen Mitie Wakassugui do Samu.
O Samu entrou em operação, em Londrina, em setembro de 2004. São oito equipes, sendo duas de suporte avançado e seis de suporte básico. Duas ambulâncias atendem na área central, uma na Região Sul e outra na Norte. Uma atende a população de Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina) e outra a de Ibiporã (14 quilômetros a leste de Londrina).
As duas equipes avançadas contam com UTI móvel, sendo equipadas para atender pacientes com parada cardiorespiratória, contando com um motorista, um enfermeiro e um médico.
Além do motorista, as equipes básicas são integradas por um auxiliar de enfermagem.
''A equipe básica é treinada para também atender situações graves até a chegada de um médico'', acrescenta Kelen.
A enfermeira lembra que o serviço deve ser acionado em casos de riscos de morte, já que é um atendimento de urgência e emergência.
''Temos um número pequeno de viaturas. O que acaba acontecendo é uma demanda grande de chamadas para serviços sociais. Por isso, é importante o protocolo de perguntas para avaliarmos a gravidade do caso'', detaca Kelen.
Atendendo 24 horas, o TEC e o Samu não fazem o transporte de pacientes do hospital para casa.
O londrinense conta com o Transporte Clínico Agendado (TCA), oferecido pela Rede Municipal de Saúde, apenas mediante agendamento, como o próprio nome sugere. O serviço leva e busca pacientes que fazem tratamentos contínuos, como hemodiálise e fisioterapia. Contatos e informações pelo telefone 3376-1857.

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