Teatro ensina crianças a reciclar lixo
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Cerca de 200 crianças das escolas municipais Teresa Canhadas Bertan, na Zona Sul de Londrina, e Ruth Ferreira de Souza, na Zona Oeste, lotaram o teatro Zaque de Melo para assistirem à peça ''Lixo Legal''. O projeto de levar o teatro até os estudantes foi lançado ontem e irá percorrer 11 escolas municipais dos distritos rurais de Londrina e 30 da área urbana. O cuidado com o meio ambiente, dicas de reciclagem e a conscientização para o comportamento ecologicamente correto são os assuntos do espetáculo.
De acordo com o produtor e ator Lázaro Câmara, a peça foi uma encomenda do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e, posteriormente, contemplada pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). ''Sempre fazemos parceria com o Promic. O teatro é um linguagem que poderia ser mais utilizada para ensinar'', disse a assessora de História da secretaria municipal de Educação, Eva Maria de Andrade Okawati.
O espetáculo, que dura 50 minutos e cujo cenário é composto de um biombo e duas cadeiras, já passou por uma escola no distrito de Irerê (Zona Sul) e, segundo o produtor, está agradando a criançada que se identifica com as situações e personagens. A aluna da 3 série da Escola Municipal Teresa Canhadas Bertan, Carolina da Silva Leite, de nove anos, aprovou a iniciativa. ''Eu aprendi que não pode jogar lixo no rio e nem no mato''. Entre os personagens, Carolina gostou mesmo foi do anjo Alvarenga.
Escrita por Márcio Américo e interpretada por Lázaro Câmara e Leonardo Leon, a peça ''Lixo Legal'' conta a história do coronel Janjão que não possui nenhuma consciência ecológica e obriga os moradores da comunidade a jogarem o lixo na rua. Depois de transformar a pequena vila em um caos, o anjo Alvarenga, a consciência do protagonista, dá o prazo de uma semana para que o coronel mude o comportamento da população. ''A peça encaixa com o que eles estão aprendendo, pois as escolas já falam da importância da reciclagem e tem os coletores de papéis, vidros e alumínio. E nós enfatizamos isto com os três ''erres'': reduzir, reutilizar e reciclar'', disse Câmara.
Todas as apresentações já foram definidas pela secretaria. ''Procuramos priorizar as escolas que atendem bairros carentes, pois eles têm pouco contato com o teatro'', explicou Eva. O produtor da peça acredita que até meados de junho o grupo realize 80 apresentações, duas em cada escola escolhida.


