Teatro de C. Mourão espera há seis meses por reforma
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segunda-feira, 19 de maio de 1997
Sid Sauer Correspondente 
CAMPO MOURÃO - Inaugurado há dois anos, inclusive com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o Teatro Municipal de Campo Mourão não resistiu a duas temporadas de espetáculos. Está fechado para reformas desde o final do ano passado, mas os trabalhos ainda não começaram. O motivo do fechamento são sérios problemas de infiltração na cobertura e na fachada. Graças a isso, a temporada de shows, que nos anos anteriores começou em abril, este ano ainda não tem previsão de abertura.
Segundo a prefeitura, os reparos deveriam ser feitos pela Provectum Engenharia e Empreendimentos, de Maringá, que foi a responsável pela construção, mas a empresa não teria atendido a convocação para solucionar o problema.
Por isso, o município pediu uma vistoria judicial em novembro do ano passado. É que a obra ainda está na garantia de cinco anos e, caso a prefeitura execute as reformas sem uma vistoria da Justiça, não poderá cobrar posteriormente que a construtora efetue o ressarcimento pelo trabalho.
Para agravar o drama do Teatro, dois engenheiros nomeados pela Justiça nos últimos seis meses para vistoriar os defeitos não aceitaram o serviço. Isso impediu que a prefeitura desse início aos trabalhos. Só o terceiro perito nomeado, recentemente, é que aceitou o pedido. Para agilizar a recuperação do prédio, o município já levantou os problemas existentes para lançar, nos próximos dias, um edital de concorrência pública para executar os trabalhos. Isso depende apenas do término da vistoria judicial.
Segundo o secretário municipal da Cultura, Hugo Fernando Orsei, as infiltrações no teto, com goteiras na parte interna, inviabilizam a utilização do teatro e ainda colocam em risco equipamentos de sonorização e iluminação, cenografia, móveis e cortinas. Isso sem contar a segurança do público, ressalta. Já a infiltração na fachada provoca o desprendimento do revestimento externo. Levantamentos preliminares indicam que a causa do problema está nas telhas e que as reformas custariam pelo menos R$ 60 mil.
Nota distribuída pela Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura diz que na cláusula primeira do contrato entre Prefeitura e Provectum, a construtora declara que examinou detalhadamente o projeto e as especificações da obra, declarando-se em condições de executar os serviços em estreita observância do projeto. Determina ainda o contrato a utilização de materiais e mão-de-obra de primeira qualidade nos serviços, sem alterações no projeto ou nas especificações da obra.
O diretor da Provectum, Edmar Arruda, disse à Folha, por telefone, que a empresa está aguardando um laudo técnico judicial. Entendemos que o problema é do fabricante das telhas, explicou. Mesmo que isso seja comprovado pelo laudo, ele diz que a construtora está disposta a fazer os reparos.


