TCGL recorrerá da decisão judicial
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quarta-feira, 27 de abril de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
O gerente da empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gildalmo Mendonça, afirmou que irá recorrer da decisão a Justiça de Londrina, que determinou o pagamento de indenização para a família do estudante Anderson Amaurílio da Silva, de 21 anos. O jovem morreu após ser atropelado em manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus em 2003, no Terminal Urbano de Londrina. ''Não acredito que a TCGL seja a responsável, mas se não pudermos recorrer da decisão, vamos cumprí-la'', garantiu Mendonça.
A sentença prevê pagamento de R$ 20 mil por danos morais e pensão de um terço do salário mínimo desde a data da morte, em 24 de junho de 2003, até quando Anderson Amaurílio completaria 65 anos. ''Acreditamos que foi uma fatalidade. A TCGL não teve culpa pelo aumento da tarifa, isso quem autoriza é a prefeitura'', argumentou Mendonça. Ele explicou que se houvesse nove empresas trabalhando no sistema de transporte público na cidade, todas pediriam o aumento e não deveriam ser culpadas por isso.
Já para a família do garoto, a decisão do juiz não muda o sentimento de revolta. ''Eles gostariam mesmo que o culpado fosse penalizado pelo crime'', explicou o advogado da família, Dimas Oliveira. Segundo ele, a mãe do rapaz, Cleuza Aparecida da Silva, esteve ontem em seu escritório após receber a notícia pela mídia. ''Ela chorou muito e ainda não se conforma'', relatou.
O ônibus que provocou o acidente somente saiu com a autorização da Polícia Militar (PM), que tentava conter os manifestantes. O motorista do veículo responde a processo criminal na 2 Vara Criminal de Londrina. Já o então comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Rubens Guimarães, foi absolvido pela Auditoria Militar.


