O gerente da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gidalmo Mendonça, confirmou ontem que levará às autoridades municipais no início da próxima semana o pedido de novos cálculos para reajuste da tarifa no transporte urbano. O valor foi reajustado há um mês pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), com base na planilha de custos apresentada pelas empresas, 18 meses após o último reajuste. A tarifa subiu de R$ 1,15 para R$ 1,35.
Mendonça disse que vai apresentar as notas fiscais que demonstram os problemas de equilíbrio financeiro da TCGL. Ele comentou que no período consecutivo ao reajuste, o óleo diesel subiu 20,33%. O valor correspondia a 13% do custo total da TCGL. ''Agora, representa 19%. O ISS também vai voltar a ser 2%, e no ano passado era de apenas 1%'', ressaltou.
O gerente frisou que a decisão de aumentar o valor da tarifa será da prefeitura. ''É um problema que não existe só em Londrina, é nacional'', declarou. ''As empresas de transporte coletivos não têm como manter-se apenas pagando contas. Como concessionárias, são obrigadas a fazer investimentos''. A TCGL comprou 72 novos veículos em 2002 e sua frota atual é de 272 ônibus.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou que será necessário fazer um novo estudo técnico da planilha das empresas para definir um possível reajuste, mas que também é preciso ''pensar no aspecto social''. ''É notório o aumento de combustível e do ISS, mas também temos que pensar no impacto que um aumento traria para os usuários.'', disse. (Colaborou Chiara Papali)

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