A Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) acionou a Comissão Interna de Julgamento (CIJ) para avaliar a reclamação de Elaine Pereira, que chegou à empresa através da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Motorista e cobrador já foram ouvidos, mas ainda não está pronto um relatório final sobre o caso. Dependendo da conclusão da CIJ, eles poderão receber desde uma orientação especial sobre atendimento a deficientes até uma advertência formal.
Não há, porém, uma norma que determine que este tipo de ajuda seja prestada por motoristas e cobradores das empresas que operam o transporte coletivo na Cidade. O único dispositivo legal é uma lei municipal - número 6.971, de 18 de março de 1997 - que isenta o acompanhante dos portadores de deficiência física, mental e sensorial do pagamento da tarifa de viagem. O objetivo da lei foi permitir que o deficiente tenha o auxílio de uma pessoa de confiança na hora de embarcar no ônibus.
Segundo a assessoria de imprensa da TCGL, no entanto, a orientação junto aos funcionários é baseada no ‘‘senso humanitário’’, ou seja, que a ajuda aos deficientes sempre seja oferecida. Mas em alguns casos fica complicado o auxílio: por exemplo, quando determinado ponto não oferece segurança suficiente para o motorista encostar, descer e ajudar o cadeirante a sair do ônibus. Além do mais, o tempo que levaria esse procedimento pode atrasar o itinerário do veículo, prejudicando os demais usuários do serviço.
Sobre os ônibus adaptados, a TCGL aguarda um trabalho de mapeamento solicitado à Adefil indicando o número de deficientes físicos em Londrina, onde moram e também quais são as principais linhas que são utilizadas por eles. Somente a partir deste trabalho, segundo a assessoria de imprensa da TCGL, será possível produzir um projeto indicando a melhor forma de atender os clientes especiais. Seja através de ônibus adaptados ou de outros recursos, como por exemplo um microônibus munido de telefone celular e que percorreria a Cidade atendendo essa demanda.
A solicitação sobre o levantamento foi feita em setembro do ano passado, durante a campanha ‘‘Eliminação de Barreiras Arquitetônicas’’, promovida pela própria Adefil e patrocinada, entre outras empresas, pela TCGL. A empresa garante que assim que o mapeamento for concluído o projeto começará a ser desenvolvido. A TCGL entende ainda que a partir do projeto será possível oferecer um serviço que garanta satisfação aos clientes especiais.

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