TCGL diz que não é responsável
A assessoria de imprensa da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) informou que a empresa não pagou os custos do tratamento do aposentado porque, pelos depoimentos do motorista e das testemunhas, não ficou caracterizada a responsabilidade da TCGL pelo acidente. Essa avaliação é feita sempre em que ocorre um acidente com vítima, com objetivo de saber qual medida a empresa pode tomar em relação ao motorista e também para auxiliar a vítima.
Segundo declaração do motorista Carlos Alberto Dezan, que fazia a linha 101, o aposentado teria descido no ponto em frente à Epesmel acompanhado de outra pessoa, aparentando 35 anos de idade. Poucos metros adiante, o motorista percebeu pelo retrovisor que João Oberto estava caído e desceu para prestar socorro. Em seguida, chamou o Siate, que chegou ao local minutos depois e fez o atendimento.
O motorista declarou também que quando partiu do ponto da Epesmel, não sentiu qualquer tranco no veículo que indicasse que ele tenha passado por sobre o pé direito do aposentado. Além disso, informou o motorista, quando isso acontece normalmente ocorre esmagamento do órgão atingido - mas não foi este o caso de João Oberto. Algumas testemunhas que estavam no veículo confirmaram a versão do motorista, o que fez a empresa concluir que o aposentado caiu sozinho.
Também segundo relatório montado pela empresa para avaliar o caso, a advogada da TCGL, Sônia Maria Chalo relatou que o aposentado procurou a empresa pedindo dinheiro - até R$ 3 mil, segundo ela. A advogada ainda informou que ofereceu uma ajuda de custo, no valor de um salário mínimo, que não foi aceito pelo aposentado. Orientou também que ele trouxesse os recibos de remédios comprados, para tentar ressarcimento através do seguro obrigatório. O aposentado também não respondeu.
A assessoria de imprensa informou ainda que o procedimento da TCGL, em caso de acidente com vítima e participação de ônibus da empresa, é pagar toda a medicação necessária através do seguro obrigatório do veículo. O valor do seguro é de aproximadamente R$ 1,5 mil para medicação e mais R$ 5 mil em caso de morte. (L.H.)





