TCGL diz: depredação de ônibus deu margem a medida judicial
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quinta-feira, 16 de janeiro de 1997
Da Redação 
O advogado da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Ronaldo Neves, disse ontem que a empresa aguarda uma audiência com o prefeito de Londrina, Antonio Belinati, hoje ou amanhã para tomar uma posição frente à decisão do Tribunal de Justiça, que permitiu que os ônibus da Francovig voltassem a operar na área urbana do Município. O Tribunal de Justiça suspendeu o acórdão da 5ª Câmara Cível que proibia a Francovig de atuar na área urbana, acatando pedido da Prefeitura de Londrina.
Segundo o advogado, o pedido da Prefeitura baseou-se em desordens provocadas na semana passada, quando houve depredação de alguns ônibus da TCGL. Ronaldo Neves afirma que a TCGL está convencida de que o movimento foi artificial, provocado por agitadores profissionais.
De acordo com o advogado, a TCGL denunciou o fato à Polícia Federal, à Polícia Militar e ao núcleo do Exército em Londrina, para que esses órgãos de informação identifiquem os agitadores profissionais. Na opinião de Ronaldo Neves, o apedrejamento dos ônibus foi provocado para dar margem às providências judiciais tomadas depois.
O advogado explica que a TCGL pode optar entre dois caminhos a partir de agora: apresentar ao órgão especial do Tribunal de Justiça um agravo regimental contra o ato do presidente do TJ, que acatou o pedido da Prefeitura; ou impetrar mandado de segurança no Superior Tribunal da Justiça contra o ato do presidente do TJ. A partir da audiência com o prefeito, a TCGL vai avaliar qual medida poderá tomar.
Grande Londrina
chamou até Exército
para identificar
agitadores
Através de sua assessoria de imprensa, a TCGL fez ontem um comunicado à imprensa dizendo que a população deseja um sistema de transporte urbano que lhe ofereça conforto, segurança, passagens a preços compatíveis e que acredita que a Comurb, o Executivo e a Câmara saberão agir dentro da legalidade sem prejuízo para o público, preservando um serviço que sempre ofereceu total respeito aos usuários com atendimento pronto e eficaz.
No comunicado, a TCGL diz ainda que quer tranquilizar a população garantindo que após o dia 27 de janeiro continuará a oferecer todos os serviços até hoje prestados, sem nenhuma prejuízo aos seus usuários e acatando obrigação contratual, até que tudo seja resolvido.
Referindo-se ao apedrejamento de seus ônibus, o manifesto da TCGL diz que o debate final do contrato de concessão deve ser encarado com total seridade e com a análise profunda das questões envolvidas, sem a emoção e comoção públicas, sempre sujeitas a irracionalidade e manipulações.
(Lúcio Horta)


