TCGL admite o fim da exclusividade
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de janeiro de 1997
Lúcio Horta 
Warren NabucoReuniãoFrancisco Francovig Filho, Francisco Francovig, Antonio Belinati, Eduardo Duarte e José Lopes: consenso quanto ao fim do monopólioA gente acha que a era da exclusividade já acabou. Estamos agora estudando a melhor forma de fazê-lo. A declaração, feita ontem à tarde em reunião no gabinete do prefeito Antônio Belinati, é de José Lopes, diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Esta foi a primeira vez que a empresa admite publicamente dividir a exploração do transporte coletivo dentro do perímetro urbano de Londrina. Prefeitura, TCGL e Francovig travam uma batalha judicial sobre a concessão das linhas de ônibus há meses.
A reunião foi convocada pelo próprio prefeito e colocou na mesma mesa, pela segunda vez em uma semana, diretores das duas empresas: além de José Lopes, participaram Francisco Henrique Francovig e Francisco Francovig (pai). O assessor jurídico da Prefeitura, Eduardo Duarte Ferreira, também estava presente. O objetivo da reunião, mais uma vez, era buscar uma saída menos traumática para a batalha jurídica que envolve as duas empresas.
Sobre os processos que correm na Justiça, no entanto, José Lopes não acenou com a perspectiva de acordo. Pela avaliação do secretário de Negócios Jurídicos, Eduardo Ferreira, a licitação continua impedida mesmo após o dia 27 de janeiro, quando termina o contrato de exclusividade entre a administração municipal e a TCGL. Por isso não existiria a possibilidade de convocação de audiência pública que daria início ao processo licitatório.
Belinati anuncia que
4 empresas estão
interessadas em
explorar o serviço
Belinati anunciou, durante o encontro, que na próxima semana baixará um decreto definindo como vai ficar o transporte coletivo após o dia 27. Como o processo de licitação está parado na Justiça, a prefeitura pretende contratar uma ou mais empresas para operar o serviço em caráter provisório.
Quatro grandes empresas do País estão interessadas em operar na Cidade, anunciou o prefeito, sem citar quais são elas. Ele disse que este final de semana pretende estudar exaustivamente o assunto com a assessoria jurídica para depois tomar uma posição. Agora a pressa é nossa, disse.
Francisco Francovig e José Lopes disseram, ao final da reunião, que apesar dos contatos que a administração municipal tem feito com outras empresas, o prefeito teria mostrado disposição em ceder o serviço para empresas da Cidade. Parece que é consenso no município dar preferência às empresas locais, disse Lopes.
Francisco Francovig acrescentou que a empresa tem condições de operar em qualquer região da Cidade, além da zona sul. Esta semana, a empresa protocolou proposta de exploração daquela região, junto à Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).


