Curitiba

Albari RosaAlmeida: preservação estratégicaO Tribunal de Contas do Estado prepara a criação de uma equipe especializada em auditoria ambiental. A nova forma de fiscalização deve ser iniciada a partir de 1º de janeiro de 1998. ‘‘Já começamos a fazer um levantamento de obras públicas que possam causar prejuízo ao meio ambiente no Paranᒒ, informou ontem o presidente do TC, desembargador Artagão de Mattos Leão.
O anúncio foi feito na abertura do 1º Seminário Brasileiro sobre Auditoria Ambiental, que reúne 180 participantes até quinta-feira, no auditório do Tribunal de Contas, em Curitiba. De acordo com Leão, as usinas hidrelétricas da região de Guarapuava (região central do Paraná), devem ser as primeiras obras públicas a passar por fiscalização ambiental.
‘‘Não há denúncia de danos ambientais provocados pela instalação dessas usinas, mas é possível que iniciemos nosso trabalho por lá porque há mais informações’’, disse o presidente do TC. Segundo ele, cerca de 20 auditores do Tribunal de Contas do Paraná estão sendo treinados para trabalhar diretamente na fiscalização do impacto ambiental das obras públicas.
‘‘A criação da equipe tornou-se obrigatória, até porque os organismos internacionais que financiam as grandes obras públicas exigem a auditoria ambiental’’, disse Leão. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (Bird) estão entre as instituições que condicionam a conservação do meio ambiente à liberação de recursos para projetos.
Na abertura do seminário, o auditor-geral do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Airton Carneiro Almeida, falou sobre os investimentos do governo federal em áreas estratégicas, como a Mata Atlântica e o Pantanal. De acordo com ele, o trabalho de controle e preservação melhorou com a instituição do Fundo Nacional de Meio Ambiente.

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