Da Redação
O coordenador de comunicação do Tribunal de Contas do Paraná, Nilson Pohl, confirmou ontem que uma equipe do órgão esteve em Londrina, semana passada, coletando informações sobre as denúncias de irregularidades na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Segundo ele, o responsável pelo trabalho é o inspetor José Cafarelli, da 5ª Inspetoria de Controle Externo do TC, que teria ficado em Londrina durante dois dias.
‘‘O TC já tinha informações (sobre as supostas irregularidades) em função da denúncia feita pela vereadora (Elza Correia, do PMDB). E o inspetor foi a Londrina para complementar algumas informações’’, disse Pohl. Ele acrescentou que apenas Cafarelli poderia dizer que tipo de informações coletou em Londrina e também se a Prefeitura de Londrina foi avisada ou não da presença do TC na cidade. Também caberia ao inspetor revelar quais serão os próximos passos da investigação. ‘‘Isso será divulgado oportunamente’’, disse. Ontem, tanto o inspetor quanto o presidente do TC, Quielse Crisóstomo da Silva, estavam de licença e só retornariam ao trabalho na próxima segunda-feira.
Questionado sobre a demora do Tribunal de Contas em apurar as supostas irregularidades em Londrina – já que a imprensa começou a divulgar o caso em fevereiro deste ano –, Nilson Pohl ponderou que o TC trabalha com base nas prestações de conta dos municípios que, normalmente, são protocolados no dia 31 de março de cada ano, relativas ao exercício do ano anterior. ‘‘A partir daí começa o levantamento de dados’’, disse.
Pohl acrescentou que, em função das denúncias de Elza Correia, há cerca de um mês o TC acelerou os trabalhos, formando a comissão para apurar o caso. Sobre as reportagens divulgando o caso, Pohl disse que todas os textos publicados sobre possíveis irregularidades nas administrações municipais são encaminhados para as inspetorias. ‘‘Tudo é material de análise’’, assegurou.
Ainda segundo o coordenador de comunicação do Tribunal de Contas, o dossiê enviado esta semana ao TC, com cerca de 30 depoimentos de pessoas envolvidas nas supostas irregularidades na administração municipal de Londrina deverá ajudar o trabalho feito pelo inspetor. O dossiê foi uma iniciativa do Movimento pela Moralidade Pública, formada por cerca de 40 entidades de Londrina, e enviado esta semana ao órgão.

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