Taxistas vão decidir se usam bandeira 2
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terça-feira, 26 de novembro de 1996
Ana Cristina Pereira 
O usuário de táxi de Curitiba poderá pagar mais caro pelas corridas feitas durante o mês de dezembro. É que de acordo com a lei 8.794, de 21 de dezembro de 1995, os motoristas podem rodar com a bandeira dois em qualquer horário do dia apenas no mês do Natal, para que tenham o 13º salário.
O acréscimo depende ainda de acordo entre a Urbs, que administra a atividade dos taxistas de Curitiba, e o sindicato da categoria. A lei não obriga a adoção da bandeira dois. A decisão fica por conta de negociação entre a Urbs e o sindicato.
O sindicato está convocando os taxistas a se manifestar sobre o assunto. Amanhã, a categoria já deve ter uma decisão. Não vamos opinar sobre a lei até que os taxistas decidam se querem ou não a bandeira dois, diz o presidente do sindicato, José Tadeu Trevisan.
O diretor de operações da Urbs, Euclides Rovani, afirma que a empresa quer negociar a não aplicação da lei. O momento não é adequado e o mercado está ruim. Os taxistas vão perder clientes, argumenta.
Segundo ele, na tarifa atual já existe um percentual para o 13º salário do taxista. Rovani destaca que a planilha de custos prevê ainda férias e FGTS.
A Urbs espera ter um posicionamento da categoria quinta-feira. As negociações com o sindicato começaram há 15 dias.
Se houver acordo para a aplicação da lei, o usuário vai pagar em qualquer horário do dia R$ 1,00 por quilômetro rodado. Na bandeira um, o valor é de R$ 0,67 por quilômetro rodado. Hoje, a bandeira dois é cobrada aos sábados e domingos e nos dias úteis, entre as 20 horas e 6 horas. O último aumento da tarifa, de 21,8%, ocorreu em julho.
As asssociações de rádio-táxis de Curitiba ainda não definiram se apóiam a lei. A Radiotáxi Curitiba vai reunir os 200 motoristas associados para decidir o que fazer, afirma o presidente Sérgio Luiz de Araújo.
Estamos em cima do muro, diz o presidente da Radiotáxi Capital, Edson Luiz Acioli. Segundo ele, a empresa vai esperar a decisão da Urbs e do sindicato. Acioli destaca que a questão é polêmica e que a discussão vai ferver. A concorrência entre as associações será grande, acredita.
Curitiba tem cerca de 2,2 mil táxis - 90% deles trabalham como autônomos e o restante é funcionário de empresas. Grande parte dos autônomos pertence à associações de radiotáxis.


