Cansados de lavarem os carros várias vezes ao dia, os taxistas da área central da cidade desenvolveram formas consistentes de evitar as pombas. No ponto da praça Marechal Floriano Peixoto, por exemplo, os taxistas deixam uma longa vara de bambu por perto e quando a aglomeração aumenta, eles não hesitam em cutucar a árvore para espantar os pássaros.
No ponto da Biblioteca, a estratégia é soltar bombas para evitar que elas pousem nas árvores próximas. Diariamente, pelo menos um rojão é acionado e eles afirmam que só não soltam mais para não arrumar problemas com os vizinhos dos prédios.
Para o taxista João José Pereira até a erradicação de árvores seria melhor à praga. ''Sei lá, deveriam tocar, soltar elas em algum lugar ou até cortar as árvores maiores e plantarem menores no lugar'', argumenta.
Mais do que o incômodo de lavar os carros, os taxistas estão expostos a um perigo mais sério. As fezes dos pássaros podem transmitir pelo menos oito tipos de doenças, como salmoneloses, criptococoses, ornitoses.
Segundo o professor de zoonose da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Italmar Teodorico Navarro, a maioria das doenças é transmitida aos seres humanos através da inalação das fezes. Por isso, a alta concentração de animais em locais com movimentação de pessoas é pouco recomendável. ''As fezes são o maior perigo, pois contém vários tipos de fungos e esporos que são inalados facilmente'', afirma.

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