Telma Elorza
De Londrina
Os três homens presos pela PM anteontem à noite, acusados de ter assaltado e atirado no taxista Eduardo Afonso Hildebrandt, foram reconhecidos por um outro taxista, também vítima de roubo. O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Valdir Abrahão, acredita que o trio (Alcides Silveira Júnior, 18 anos, José Rodrigues, 29 anos, e o menor J.A.M.B., 17 anos) esteja envolvido em outros crimes.
Segundo o delegado, os três acusados foram reconhecidos pelo taxista Iranilson (ele não soube dizer o sobrenome). O taxista foi assaltado no Jardim Ideal (zona leste), no final de semana passada, e por pouco também não foi baleado. ‘‘Ele contou que dispararam três ou quatro tiros, mas felizmente não ficou ferido’’, disse.
Na noite de terça-feira, cerca de 15 taxistas estiveram na 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, para ver pessoalmente os três acusados. Mas eles foram impedidos de entrar e foram embora. Segundo o presidente do Sindicato dos Taxista de Londrina, Antônio Pereira da Silva, a ida dos taxistas à 10ª SDP foi espontânea. ‘‘O pessoal ficou muito revoltado com o assalto, no mesmo dia que a gente tomava medidas para reduzir os crimes contra a nossa classe. O pessoal gosta muito do rapaz baleado e, quando a polícia pegou os ladrões, quiseram ver a cara dos bandidos’’, explicou.
Ferreira da Silva disse que ele mesmo ficou sabendo do movimento dos colegas apenas ontem de manhã. Mas classificou a revolta como ‘‘justa’’. ‘‘A gente está cansado de ser vítima’’, afirmou. De acordo com ele, a confecção de carteiras de identidade específicas da categoria com foto recente – uma das medidas definidas na terça, em reunião entre a PM e o sindicato –, pode ajudar a reduzir os crimes na área. ‘‘Antes, os bandidos prendiam o taxista no bagageiro e saíam dirigindo o carro sem problemas. Com as carteiras, os policiais que abordarem o veículo vão poder identificar rapidamente se aquele que está dirigindo é mesmo o taxista’’, afirmou. Segundo ele, o sindicato deve confeccionar 341 carteiras (dos motoristas filiados) em cerca de 20 dias.
O taxista baleado, Eduardo Afonso Hildebrandt, ainda está em observação, internado no Hospital Universitário de Londrina e seu estado é considerado estável. Hildebrandt foi submetido a uma cirurgia no fígado e retirada do baço.