Taxistas de Cascavel estão contestando medidas tomadas pela Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT), autarquia da prefeitura, que atingem diretamente a categoria. A questão mais polêmica é a exigência de vistoria nos veículos, procedimento que, segundo eles, é legal, mas impróprio para a época por causa das festas de final de ano. O período representa o melhor movimento do ano para os taxistas, que são obrigados a perder meio dia na vistoria.
O taxista João Branco, 47 anos e 15 de profissão, observa que ‘‘é estranho exigir a vistoria em final de mandato do prefeito, já que em poucos dias deve haver troca no comando da CCTT’’. Outro fator contestado é a cobrança de R$ 10,00 pela vistoria, que reverte em benefício da Companhia e não da oficina - que por sua vez, cobra os consertos necessários. A CCTT credenciou uma única oficina para fazer o serviço, o que também é motivo de contestação. Os taxistas reivindicam o direito de fazer a vistoria em qualquer oficina.
O presidente da CCTT, Reinaldo Bernardim de Andrade, diz que o procedimento está amparado pela legislação que trata do assunto. ‘‘A vistoria tem que ser realizada a cada seis meses’’, argumenta. Além disso, Reinaldo diz que na prática a taxa não sai do bolso dos taxistas, pois já está inclusa na planilha de custos.
Outra observação feita por Bernardim é que a CCTT gerência todo o sistema de táxi da cidade, sendo responsável pela manutenção dos abrigos, regulamentação e fiscalização da atividade, sem cobrar nada por isso. ‘‘O único recurso que temos para executar esse trabalho provém da cobrança da taxa’’, diz Bernardim. Sobre o credenciamento de apenas uma oficina, ele diz que a medida possibilita maior credibilidade ao laudo pericial. Cascavel possui uma frota de 105 táxis. Todos os taxistas terão que se submeter à vistoria, caso contrário, poderão perder a licença.

mockup