Curitiba Buscando mais segurança para os taxistas e clientes, o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Taxi do Paraná propõe a instalação de aparelhos que façam o rastreamento e monitorem a segurança 24 horas, via satélite, nos veículos. O motivo, segundo a entidade, é o registro em média de quatro assaltos por noite, só em Curitiba. O sindicato aguarda autorização do órgão municipal Urbs, desde maio de 2005, para a criação da empresa Digital Taxi, que visa substituir também os serviços de chamadas das radio-taxis, através da operação de call centers.
O problema pode ser resolvido na primeira quinzena de março, quando sai um novo decreto que regulamenta a atividade de serviços de chamadas de taxi. A minuta já está pronta e é resultado de estudo feito pela Urbes e representantes da categoria. ''O resultado ainda não saiu porque a antiga regulamentação só tratava de serviços de chamadas por sistema de rádio (autorizado pela Anatel)'', explica José Carlos Pereira, gerente dos serviços de taxi e transporte comercial da Urbes S/A.
Chalus afirma que a proposta com nova tecnologia (GPS) é mais econômica e eficiente. Cada veículo deverá pagar cerca de R$ 102,00 por mês e vai garantir a segurança e conforto na prestação de serviços.''Uma mãe pode acompanhar via Internet, por exemplo, o trajeto feito para levar o filho até a casa dos avós.''
A futura Digital Taxi vai terceirizar os serviços de outras duas empresas, a Motriz (call center) e a KOPP (companhia de representação de indústria e comércio Ltda. Angels/Brasil), que vão fazer o controle e a fiscalização da frota credenciada. As empresas já investiram cerca de R$ 500 mil na aquisição de equipamentos e estruturação de plantonistas.
Ainda segundo Chalus, dos 2.253 taxis da frota, cerca de 50% não estão sendo assistidos pelas radio-taxis. O maior motivo, segundo ele, é o alto valor cobrado por estas empresas. A Associação das Centrais de Radio-Taxi diz que a taxa cobrada é um título que torna o taxista também cotista ou proprietário da empresa, enquanto que o rateio se refere às despesas mensais custeadas pelos associados. A entidade também diz que o índice de veículos credenciados pelos radio-taxis chega a quase 70% da frota de Curitiba.

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