Taxistas de Londrina estão organizando um discussão ampla, para a semana que vem, sobre o projeto de lei do deputado Adolfo Marinho (PSD-CE) que restringe a condução de táxis exclusivamente ao proprietário do veículo. A matéria já foi aprovada pela Câmara Federal, mas depende ainda de parecer do Senado. Só em Londrina, a validação do projeto, segundo o presidente do sindicato dos Taxistas, Antonio Pereira da Silva, colocaria em risco de demissão cerca de 400 pessoas. Elas atuam como motoristas auxiliares.
O projeto foi debatido no Senado na sessão do dia 29, mas a decisão final foi adiada para a próxima quarta-feira. O senador Osmar Dias (PDT-PR), vice presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e relator do projeto, apresentou parecer contrário. Osmar considera o projeto inconstitucional.
A votação do relatório ainda não ocorreu porque o senador Roberto Freire (PPS-PE) pediu mais tempo para analisar a matéria. Freire entende que o projeto não contempla dados importantes como, por exemplo, as relações de trabalho.
Apesar disso, Osmar está confiante na aprovação do seu relatório. O senador afirma que outros membros da Casa concordam com o seu posicionamento. ‘‘O projeto é nocivo não só aos taxistas, mas para toda a sociedade, pois coloca em risco de desemprego cerca de 150 mil pessoas’’, frisou.
Lideranças dos taxistas no Pernambuco, de acordo com o senador pedetista, estão se mobilizando pelo apoio de Freire.
Os taxistas de Londrina enfrentam mais um problema: a demora no processo para regularização dos chamados ‘‘contratos de gaveta’’ junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Em dezembro do ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei que permite a regularização desses contratos, ou seja, a legalização de pontos que haviam sido vendidos.
Apesar de o prefeito Nedson Micheleti (PT) ter publicado o decreto-lei no dia 24 de dezembro, as alterações somente tiveram início em abril.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal, Álvaro Grotti, explicou que a demora ocorreu porque o decreto exigiu regulamentações junto à assessoria jurídica da Divisão de Trânsito. Além disso, o departamento encarregado do serviço, destacou Grotti, cuida de outras questões do serviço de táxi e também de assuntos relacionados ao transporte escolar e de cargas.

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