Taxistas protestam contra violência
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de setembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - A morte do taxista José Carlos Pacheco, 34 anos, no final da tarde de anteontem, revoltou a classe taxista de Cascavel que realizou um protesto ontem entre o bairro Morumbi onde morava até o cemitério onde foi enterrado. Os taxistas pedem mais segurança às autoridades policiais e a prisão dos responsáveis pelo crime. José Carlos foi morto com um tiro de pistola 9 milímetros na cabeça na BR-277, próximo ao Posto Pampa III.
O taxista João Batista Pacheco, irmão da vítima, estava inconformado com o fato de José Carlos perder a vida ''por causa de pinga''. Ele contou que o irmão já havia sido vítima de assalto outras duas vezes, mas nunca com agressão. José Carlos era casado e pai de três filhos.
Nas últimas semanas, outros três taxistas foram assaltados em Cascavel. Uma das vítimas foi Avelino da Cruz que na semana passada sofreu um sequestro-relâmpago. Segundo ele, dois assaltantes lhe colocaram no porta-malas de seu veículo e o abandonaram nas proximidades do município de Santa Tereza do Oeste (24 km ao sul de Cascavel), depois de levarem sua carteira.
O taxista José Carlos Pacheco trabalhava na rodoviária de Cascavel quando pegou dois passageiros durante a madrugada de terça-feira. O carro foi encontrado na manhã de anteontem com as portas abertas e com o motorista caído do lado de fora. Os ladrões levaram a carteira do motorista, depois de disparar um tiro na cabeça. José Carlos ainda foi encontrado com vida pelos policiais, mas morreu durante à tarde no Hospital Universitário.


