Da Sucursal

Marcelo AlmeidaDivisão desigualGenovski, taxista em Curitiba há 5 anos: exploração das empresas que sublocam os veículos e dos proprietáriosMotoristas de táxis que trabalham para empresas como subcontratados - conhecidos como segundos pilotos - se organizaram para negociar uma melhor forma de pagamento dos motoristas. Uma comissão de vereadores deverá entrar em contato com a Urbs para iniciar as negociações na próxima semana.
Em geral, os táxis de empresas têm letras pintadas nas portas identificando as firmas. As diárias, para 24 horas de trabalho, variam entre R$ 85,00 e R$ 100,00. ‘‘Isso é um absurdo, uma vez que dificilmente se consegue fazer este valor. O arrendamento de placas de táxis funciona como uma máfia e não é controlado pela Urbs’’, denuncia o advogado Marco Aurélio Carneiro, que representa os taxistas.
A comissão de sete veredores vai tentar agendar reuniões com a direção da Urbs para baixar as diárias para R$ 55,00. Outro problema enfrentado pelos motoristas de táxi é o grande volume de multas de trânsito.
‘‘Existe uma legislação que permite a parada por um curto período de tempo, suficiente para o embarque ou desembarque, a entrega do troco ou o preenchimento de um cheque, mas isso não é observado pelos fiscais da Urbs nem pelos policiais do trânsito’’, acusa o advogado.
Segundo o diretor de operações da Urbs, Euclides Rovani, nos registros da Urbs existem 2.046 autônomos e 209 veículos de 18 empresas atuando em Curitiba. ‘‘Essas empresas são perfeitamente legais. Funciona como um serviço de ônibus urbano, por exemplo, com funcionários registrados e tudo o mais. O que é ilegal é um autônomo sublocar o veículo para um ou mais motoristas explorarem o serviço de táxis’’, explicou.
Rovani diz ainda que a Urbs não pode se basear em denúncias anônimas. ‘‘Vamos tentar uma solução para o problema com a maior boa vontade. Cada permissionário tem uma ficha própria e toda multa de trânsito é precedida de uma advertência ou orientação’’, explica.
A diária que hoje é estabelecida a R$ 0,34 por quilômetro rodado não é obedecida pelas empresas. ‘‘O que ocorre na maioria das vezes é a cobrança sobre 150 quilômetros por dia, mesmo que o taxista faça menos do que isso. Além desse pagamento, o motorista tem que pagar um segundo piloto e a gasolina do dia’’, informa Carneiro.
Outra reclamação dos taxistas é com relação aos porteiros de hotéis. ‘‘Quase todos têm um esquema com alguns taxistas e não julgamos este procedimento justo’’, alega o advogado.

mockup