Os taxistas paraguaios que trabalham entre Ciudad del Este, no Paraguai e Foz do Iguaçu ameaçam impedir a entrada de brasileiros no País a partir de amanhã. Isso se a Foztrans (órgão oficial que gerencia o trânsito no município) continuar com a fiscalização rigorosa, iniciada na semana passada, impedindo o agenciamento irregular de passageiros.
Desde anteontem, os taxistas paraguaios protestam na Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai, e impedem que os taxistas e motoristas de veículos alternativos do Brasil retornem a Foz. Ontem, cerca de 500 taxistas paraguaios interditaram o lado paraguaio da ponte e só deixaram retornar ao Brasil ônibus de turismo e carros particulares.
De acordo com o Sindicato dos Taxistas Unidos de Ciudad del Este, a confusão iniciou depois que a Foztrans começou a exigir que os taxistas paraguaios apresentassem uma lista de passageiros cada vez que saíssem de Foz com destino a Ciudad del Este. Segundo o sindicato, a Foztrans teria se comprometido em abrandar a fiscalização, o que não aconteceu.
A Foztrans não permite que os taxistas paraguaios levem passageiros para o Paraguai, conforme lei municipal. Eles só podem retornar com passageiros se estes forem os mesmos que saíram do país no mesmo táxi. Com essa medida, a Foztrans tenta impedir a concorrência desleal entre os profissionais brasileiros e os paraguaios, que acabam cobrando valores irrisórios pelas corridas de volta ao Paragauai, apenas para não retornarem com veículos vazios.
Ontem, os taxistas paraguaios congestionaram as passarelas do lado paraguaio da ponte. A Polícia Nacional e a Marinha Paraguaia acompanharam o tumulto, mas não interviram no protesto. Na quarta-feira, haverá uma reunião entre o órgão e os taxistas paraguaios para tentar uma solução.

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