A convivência entre os taxistas do Aeroporto Internacional Afonso Pena e os de São José dos Pinhais ainda é complicada. Os motoristas do aeroporto dizem que muitos taxistas do município estão desrespeitando a determinação do prefeito de São José, Luiz Carlos Setim. O decreto diz que os taxistas da cidade só podem operar no aeroporto quando não houver táxis nas duas bancas e no pátio do aeroporto.
O taxista Ricardo Pires, 26 anos, que trabalha no aeroporto há dois anos, diz que alguns motoristas do município querem pegar passageiros mesmo quando os carros do aeroporto estão lá. ‘‘Às vezes, eles ficam encostados do outro lado da rua e, quando a banca fica livre, estacionam. Não esperam os carros do pátio chegarem’’, afirma.
O taxista Nelson Juliato, 55 anos, há 25 trabalhando no aeroporto, diz que os motoristas de São José dos Pinhais chegam a ir ao saguão à noite, quando o fiscal vai embora, para conseguir passageiros.
A medida do prefeito não parece ser suficiente para os taxistas do munícipio. Para o motorista Claudinei Santana, 22 anos, o trabalho ficaria melhor se os 122 táxis da cidade trabalhassem efetivamente no aeroporto, em sistema de rodízio. ‘‘O trabalho melhoraria e aqui no aeroporto não faltaria mais táxi’’, afirma.
O diretor do Departamento de Serviços Públicos da Prefeitura de São José dos Pinhais, Luís Antonio Costa, concorda que, para resolver o problema, seriam necessárias novas permissões para operar no aeroporto. ‘‘Para isso, precisamos fazer uma licitação, que já está sendo estudada’’, diz. Costa acredita que deveria haver 150 carros no aeroporto - o dobro do que existe hoje.
Juliato afirma que o aumento do número de carros é inviável. ‘‘Nas horas de pico, tudo bem. Mas depois, ficamos parados de três a quatro horas’’, diz. ‘‘Quando fazíamos uma corridinha por dia, eles não vinham para cá. Agora, que o movimento está melhor, estão pressionando.’’
Segundo o presidente da Associação Radio Táxi São José dos Pinhais, Manoel Batista, uma média de 40 a 50 carros do município chega a operar no aeroporto por dia - principalmente nos horários de maior movimento. Esse número já teria chegado a 100.Mauro FrassonÀ espreitaPires, do aeroporto: ‘‘Eles ficam encostados do outro lado da rua e, quando a banca fica livre, estacionam’’Anna Camanducaia

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