Taxistas não aceitam reduzir a tarifa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de novembro de 1998
Célia Baroni 
O usuário pode perder a esperança de pagar menos pela corrida de táxi em Londrina. A tarifa única por corrida, defendida por um pequeno número de taxistas da cidade que chegou a colocar em prática a idéia, foi rejeitada pela maioria dos permissionários. Uma pesquisa realizada pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), gerenciadora do sistema, ouviu 80% dos 347 permissionários. Dos taxistas ouvidos, 85% se manifestaram contrários a modificar a tarifa cobrada atualmente.
A cobrança de uma tarifa única caracteriza concorrência desleal porque fere a lei que regula o serviço. Nós demos a oportunidade para uma mudança, mas ficou claro que não há interesse, afirmou o presidente da Comurb, Kakunen Kyosen. O questionário aplicado pela Comurb tinha como pergunta principal se o taxista era favorável à mudança da tarifa - 85% disse que não. Quem era a favor podia optar por alternativas que variavam de 20% a 5% de desconto sobre o valor da tarifa até a eliminação da bandeirada inicial (R$ 1,90).
Paulo WolfgangA ditadura do taxímetro
Para a Comurb, o resultado da pesquisa encerra a polêmica sobre a redução da tarifa dos táxis na cidade. Kakunen Kyosen avisa que a Companhia vai estar fiscalizando o serviço para inibir a cobrança de uma tarifa menor que a determinada em lei. Ele alerta ainda que o taxista que insistir em cobrar preço diferente do registrado no taxímetro pela corrida sofrerá punição, estando sujeito inclusive à perda da permissão.
Em Londrina funcionam hoje cerca de 80 pontos de táxis explorados por 347 permissionários e 117 motoristas (contratados pelo permissionário ou arrendatários do ponto).


