Taxistas fazem protesto em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de 50 taxistas participaram ontem de uma carreata pelas principais ruas de Curitiba em protesto pela morte de Antonio Corcoski, de 49 anos. Ele foi vítima de um assaltante no dia 28 de julho e morreu anteontem. De acordo com o taxista Everton Washington da Cruz, de 24 anos, a categoria enfrenta diariamente a insegurança e o medo nas corridas feitas principalmente durante a madrugada.
Cruz afirmou que não existe fiscalização ou operações de rotina da Polícia Militar. ''Não existe um policiamento preventivo de madrugada. Não temos como reivindicar segurança. Não temos contato via rádio num canal exclusivo com a Polícia Militar. Precisamos melhorar a segurança para diminuirmos a criminalidade'', afirmou ele.
Mensalmente, segundo o taxista, são registrados entre 10 a 12 assaltoss. A maior parte em bairros da periferia de Curitiba, como Pinheirinho, Umbará e Ganchinho.
A manifestação começou às 10 horas, quando eles saíram em carreata da casa de Corcoski até o cemitério do Boqueirão, em Curitiba, onde o enterro foi realizado. Depois, os taxistas foram em carreata até o Palácio Iguaçu, onde fizeram uma manifestação pacífica.
Por volta das 15h30, uma comissão foi recebida por representantes da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Ficou marcada para hoje uma nova rodada de negociações para definir as estratégias de ação da Polícia Militar (PM) para reduzir os assaltos a taxistas.
''Eu mesmo já fui assaltado duas vezes nos seis anos que tenho de profissão. É uma profissão muito perigosa'', afirmou o taxista.
O comandante da Polícia Militar (PM) do Paraná, coronel David Pancotti, disse que pretende definir ainda hoje as operações policiais que serão realizadas. Tudo indica que será feita durante a madrugada uma operação para garantir a segurança dos taxistas. Os veículos serão abordados e revistados a partir das 19 horas.
Outra alternativa que começa a ser estudada é a abertura de um canal de comunicação entre os taxistas e a Policia Militar (PM), através do sistema de ondas de rádio. ''A reunião de amanhã (hoje cedo) servirá para estabelecermos as metas e mapearmos os pontos principais de criminalidade'', afirmou ele.


