Taxistas fazem buzinaço contra morte de colega
Cerca de 100 motoristas de táxi acompanharam ontem o enterro de Ariovaldo Pereira de Lima, 59 anos, assassinado anteontem com dois tiros de revólver calibre 38 na cabeça. Os motoristas protestaram contra a morte de Ariovaldo com buzinaço pelo centro da cidade. Eles acompanharam o transporte do caixão por cinco quilômetros da casa do motorista até o Cemitério de Maringá, onde o corpo foi sepultado às 16 horas.
É o segundo caso de assassinato de taxista em Maringá desde dezembro passado, quando o ex-jogador de futebol Ademir Moreira matou o taxista Elia Severiano Hoffmann, 63 anos. Moreira foi preso no dia 6 de janeiro.
A polícia ainda não tem pistas do assassino de Ariovaldo. O corpo foi encontrado no final da tarde de anteontem numa estrada de terra entre Marialva (a 17 km de Maringá) e o distrito de Santa Fé, a oito km da cidade. O carro do taxista, um Santana branco placa AAX 2650, estava próximo ao corpo. Ariovaldo fazia ponto na rodoviária nova de Maringá. Taxistas deste ponto viram um rapaz de cerca de 23 anos, moreno claro, estatura mediana, cabelo curto e vestindo camisa xadrez entrar no carro do colega.
Segundo o delegado Newton Leopoldino, de Marialva, uma das balas transfixou o cérebro do motorista e se alojou na lataria do carro. A bala foi encontrada ontem pelo delegado. Quem matou foi o mesmo cara que os outros taxistas viram entrar no carro do Ariovaldo. Vamos ouvir as testemunhas e mandar para a polícia técnica de Curitiba fazer um retrato falado do assassino, disse o delegado.
O presidente do Sindicato dos Taxistas, Osvaldo Gimenez, presente ao enterro, disse que logo depois da morte de Elia os taxistas se reuniram com as polícias Civil e Militar e pediram que os carros-patrulha e a Polícia Rodoviária parassem os táxis com passageiros nas estradas e rodovias, principalmente em lugares afastados. Na verdade, não há o que fazer para proteger o taxista, reclamou Gimenez.
Ariovaldo trabalhou mais de 20 anos como empregado de empresa de táxi. Há um ano conseguiu comprar carro próprio. Em Maringá existem 140 táxis.Marcos NegriniO cortejo em direção ao cemitério; no destaque, familiares de AriovaldoMarccio W. Varella





