Taxistas exigem mais segurança
Os motoristas de táxis de Maringá fizeram uma manifestação silenciosa ontem durante o enterro do taxista Elias Severino Hoffmann, 62 anos, morto a tiros anteontem. Hoffmann saiu com um passageiro na tarde de segunda-feira e o corpo dele foi encontrado no dia seguinte dentro do porta-malas do carro, um Santana, na periferia da cidade.
Os amigos do taxista acham que os assaltantes utilizaram o veículo para praticar algum delito e depois tiveram que matá-lo. Nosso serviço é um passaporte para a morte, pois estamos sujeitos a pessoas de todo tipo, disse o taxista Osvaldo Gimenes, presidente do sindicato da categoria em Maringá.
O que os taxistas querem da polícia, segundo Gimenes, é um trabalho mais efetivo nas estradas durante a noite ou mesmo de dia. As polícias Rodoviária e Militar deveriam parar os táxis com clientes nas estradas ou nas ruas e verificar as condições do passageiro, cobra o sindicalista. Ele acha que seria a única maneira de prevenir os assaltos ou todo tipo de violência sofrida pelos taxistas. Não adianta a gente recusar viagem ou passageiro suspeito porque tem muito marginal que não aparenta ser o que é, argumenta.
Hoffmann disse que os cerca de 50 taxistas que acompanharam o enterro ontem não fariam nenhuma manifestação em respeito à família e em alerta às autoridades. O taxista José Pereira da Silva, 21 anos na profissão, disse que a categoria enfrenta dificuldades com a falta de passageiros. Mesmo assim, somos alvos de assaltantes e de marginais que buscam veículos para praticar crime, reclama.
Para a polícia, o crime foi praticado por vingança. Ontem, seis suspeitos estavam detidos na delegacia de Maringá, um deles inclusive reconhecido por uma testemunha. O acusado diz ter um álibi e estamos investigando, disse o delegado-adjunto Roberto Fernandes. Ele explica que a polícia está trabalhando com a hipótese de crime de vingança e diz que no meio do ano, quando o taxista teve um carro roubado e os ladrões se envolveram em um acidente, ele foi até Guaíra para reconhecer os acusados. Tenho informações que ele bateu nos presos, mas estamos checando, disse.
A polícia descobriu ainda que um homem moreno escuro e forte abasteceu o carro de Hoffmann no distrito de Cambuí, em Marialva, no final da tarde de segunda-feira. O motorista estava sozinho, pagou com dinheiro e ficou conversando com algumas pessoas no posto. Ele ficou por meia hora e falou o nome de um monte de gente do distrito, mas ninguém pediu o nome dele, lamenta o delegado. Outra pista é de um homem baixo, claro e cabelos grisalhos, visto circulando com o carro do taxista próximo ao local onde foi abandonado.Marcos NegriniTaxistas de Maringá fizeram um protesto silencioso durante o enterro do colega morto a tirosMarcos Zanatta





