Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
Os taxistas que trabalham no ponto em frente ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) estão dispensados de usar o adesivo de identicação em seus veículos. A decisão foi tomada pela direção da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), depois que usuários se recusaram a pagar pelas corridas pensando que o táxi era uma extensão do serviço médico gratuito oferecido pela unidade.
Temendo novos prejuízos, os taxistas retiraram o slogam dos veículos e a decisão foi aceita pela companhia. ‘‘A gente achava o adesivo importante mas concordamos com a justificativa dos taxistas’’, informou a diretora de trânsito e transporte da Comurb, Lúcia Brandão.
O taxista Luiz Sérgio Emídio, 31 anos, ficou satisfeito com o acordo e lembra que perdeu R$ 18,00 com a confusão de passageiros. Segundo ele, o colega Benedito Dias teve prejuízo de R$ 30,00 com os clientes que se recusaram a pagar pelas corridas. ‘‘A questão do uniforme ainda não está resolvida. É ruim trabalhar com essa roupa’’, comentou.
Segundo Lúcia Brandão, o uso da camisa verde clara, calça preta e gravata preta continua sendo obrigatório para os taxistas do PAI. Ela disse ainda que os taxistas que trabalham nos pontos do Aeroporto e do Terminal Rodoviário farão curso sobre turismo e deverão usar camisa branca e calça preta. Para esses locais o táxi precisa ser branco e ter quatro portas.
O regulamento da Comurb obriga o motorista a trabalhar de forma ‘‘apresentável’’ e prevê punição para quem não respeitar as exigências do edital de seleção. ‘‘O uniforme será obrigatório para os taxistas que trabalham em locais específicos’’, esclareceu Lúcia Brandão.

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