Taxistas de São José exigem segurança
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terça-feira, 21 de julho de 1998
James Alberti 
Motoristas de táxi de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, pararam o trânsito da cidade ontem durante um manifesto que pedia mais segurança. Uma comissão deles foi recebida pelo prefeito Luiz Carlos Setim (PFL) e pelo tenente Wagner Chervinsk, responsável pela Polícia Militar local. Os dois afirmaram que medidas devem ser tomadas para resolver a preocupação dos motoristas.
Os taxistas estão com medo de trabalhar, disse o secretário do Sindicato dos Taxistas de São José dos Pinhais, Ernesto Tavares. A paciência dos taxistas terminou no sábado, após a tentativa de assalto que deixou gravemente ferido o motorista Marco Antonio Nogaroto, 25 anos.
Nogaroto recolheu um passageiro em frente à Delegacia de Polícia da cidade e o levou à Vila Afonso Pena. Na hora de pagar a corrida, o passageiro disse que ia tirar o dinheiro da meia, mas puxou um revólver 38 da cintura. O taxista tentou fugir, mas foi baleado sob a axila direita. A bala saiu abaixo do estômago. Nogaroto deixou a UTI anteontem, mas continua internado no Hospital Maternidade São José. O pai do motorista, Antonio Nogaroto, 50 anos, que também é taxista, e o irmão da vítima participaram da passeata e mostravam a marca do disparo na lataria do carro.
O motorista Airton Pereira de Andrade, 39 anos, cinco deles como taxista, disse que está difícil trabalhar nos últimos meses, devido à insegurança. Os assaltos são quase uma rotina. Acontecem dois ou três por semana, afirmou. Os motoristas criticaram o desleixo da polícia com os taxistas. Quando fazem blitz, os soldados não param os taxis para saber se está tudo tem ou se o motorista não está sob ameaça, reclamou Tavares.
O prefeito de São José dos Pinhais disse ter pedido ações ao secretário de Segurança do Estado, Rubens Abrahão Tanure, o que teria resultado no aumento de viaturas da cidades. Mas temos problemas com violência em todos os setores da sociedade. As escolas, por exemplo, vivem o problemas das drogas e das gangues, disse. Apesar de chegar um pouco atrasado à reunião, o tenente Wagner sugeriu aos taxistas que procedam de forma semelhante aos motoristas de ônibus, que estão orientados a ligar o alerta e tentar chamar a atenção da polícia em caso de suspeita ou assalto.


