Os taxistas de Ponta Grossa fizeram ontem um protesto pelas principais ruas da cidade, pedindo segurança. Eles seguiram o carro funerário com o corpo do taxista Isaac Marcelino, 35 anos, encontrado na quinta-feira em uma plantação de soja, na estrada velha para o município de Castro.

Marcelino se revezava entre o trabalho de porteiro e taxista. Na noite de quarta-feira, atendeu um pedido de uma mulher. Como demorou para voltar para o seu ponto, na Praça Barão do Rio Branco, os colegas desconfiaram de um possível assalto e acionaram a polícia, que começou as buscas. O veículo usado pelo motorista, um Gol branco, foi abandonado pelos assaltantes depois de ser perseguido pela Polícia Militar na manhã de quinta-feira. O corpo do taxista foi encontrado na tarde de quinta-feira. Ele levou dois tiros, um no rosto e outro na nuca, e seu rosto foi enterrado num formigueiro.

O presidente do sindicato da categoria, José Paes de Almeida, já fala até em suspender as corridas noturnas, proposta que tem o apoio da grande maioria dos taxistas da cidade. Eles reclamam que depois das 22 horas acaba o policiamento no centro da cidade, o que facilita a ação dos marginais.

Na madrugada de quinta-feira outro taxista foi assaltado, mas desta vez não houve violência física. O comando da Polícia Militar informou que como aconteceram duas ocorrências do gênero em menos de 48 horas, serão providenciadas operações específicas para combater esse tipo de crime.

Essa é a segunda onda de violência contra taxistas registrada este ano em Ponta Grossa. Junho foi o mês mais crítico, quando em menos de 30 dias cinco trabalhadores foram assaltados.

mockup