Taxistas de Foz questionam concessões para o aeroporto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de maio de 2000
Guilherme Gouveia De Foz do Iguaçu Especial para a Folha 
Os taxistas de Foz do Iguaçu estão contestando junto à Foztrans, departamento da prefeitura que gerencia o trânsito na cidade, o que consideram falta de critério no fornecimento e transferência de placas (vagas) para motoristas nos pontos de táxi mais valorizados. Cerca de 80 taxistas se reuniram ontem com o diretor da Foztrans, Paulo Ynoue, para questionar quatro concessões para o ponto do Aeroporto Internacional de Foz.
Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Automotivos de Foz do Iguaçu, João Maria de Araújo, está havendo privilégios. As concessões das placas são apadrinhadas por intermédio de vereadores. Além disso, não fomos consultados sobre o fornecimento dessas quatro placas no aeroporto. O sindicato tem critérios a seguir, disse.
Para ele, a Foztrans não está respeitando um velho critério da categoria que prevê que quando houver uma vaga num ponto de maior valor, ela será repassada ao motorista com mais tempo de serviço. Esse critério não vem sendo respeitado, argumenta.
Como não há lei que regularize os critérios de escolha, a proposta do sindicato, baseada numa pesquisa com 250 associados, é um sorteio simples para o fornecimento ou transferência de concessões. Quando algum taxista desiste da placa ou quando um ponto necessita de novos motoristas, o sorteio vai definir a situação.
Outra dúvida da categoria é sobre a venda de placas. De acordo com João Maria, ela é ilegal, mas vem sendo praticada com frequência. A venda ocorre de forma dissimulada. Quem deseja comprar uma concessão, entra com um processo de transferência na Foztrans e paga a quantia estipulada por fora. Nós só não temos como provar que isso acontece, disse.
O diretor da Foztrans, Paulo Ynoue, disse à Folha que não há favorecimento nas concessões. Segundo ele, o critério utilizado pela Foztrans depende da boa vontade dos taxistas em aceitar um novo companheiro. Nós só autorizamos a concessão da placa com a anuência dos outros taxistas. O sorteio pode provocar uma situação de atrito se o escolhido não for aprovado pelos outros. Agora, esse negócio de apadrinhamento não existe, garantiu.


